As causas do aborto são diversas e elas podem ser espontâneas ou provocadas. Geralmente, quando ocorre o abortamento, o corpo expulsa o feto pelo canal vaginal, porém, em alguns casos, é preciso recorrer à Aspiração Manual Intrauterina (AMIU).
A Aspiração Manual Intrauterina é um procedimento médico que esvazia o útero nos casos de aborto retido ou incompleto em gestações inferiores a 12 semanas.
A AMIU pode ser aplicada também na chamada “gravidez molar”, que é quando o óvulo fertilizado, em vez de desenvolver um feto, gera uma mola hidatiforme (em forma de vesícula).
Esse procedimento (aspiração manual) pode ainda ser utilizado quando, após abortos espontâneos, ficarem restos fetais no útero.
A AMIU é considerada menos invasiva do que a curetagem, diminuindo os riscos de complicações à paciente.
Acompanhe a leitura deste guia, cara leitora, e entenda o que é e como é feita a AMIU. Ao longo deste artigo, você vai ficar sabendo também quando é necessário fazer essa aspiração e por que ela garante a segurança da mulher.
Aspiração Manual Intrauterina: o que é?
A Aspiração Manual Intrauterina, também chamada de Aspiração Manual Intrauterina Pós-abortamento, ou simplesmente AMIU, como vimos na introdução deste guia, é um procedimento cirúrgico feito sob anestesia ou sedação com o objetivo de esvaziar o útero.
Na AMIU, a ginecologista introduz um cano fininho junto com uma espécie de seringa a vácuo no canal vaginal da mulher para aspirar o conteúdo presente no útero e esvaziá-lo.
Destacamos que o procedimento é simples, rápido e seguro e, na maioria dos casos, a paciente é liberada no mesmo dia.
Em relação à curetagem uterina, as vantagens da Aspiração Manual Intrauterina são:
- Menos risco de perfuração do útero;
- Procedimento mais simples e rápido para esvaziamento uterino;
- A AMIU pode ser usada em abortamentos previstos por lei;
- Menor tempo de internação em hospitais, o que gera menos custo e mais satisfação entre as pacientes;
- Pode ser feita em regime ambulatorial, com analgesia local.
A AMIU é contraindicada quando a idade gestacional é superior a 12 semanas ou quando a dilatação cervical é maior que 12 milímetros.
Com relação à prevenção antimicrobiana para a aspiração, ela geralmente é feita via oral, em uma única dose, até 12 horas antes do procedimento.
A Aspiração Manual Intrauterina Pós-abortamento é indicada especialmente para estes casos:
- Aborto retido ou incompleto;
- Retenção de restos placentários;
- Coleta de amostras;
- Gravidez molar;
- Quando o óvulo é fertilizado, mas o embrião não se desenvolve (gravidez anembrionada).
Como é feita a AMIU?
Tudo começa com a realização de exames físicos e de imagem para que a ginecologista libere a paciente para a Aspiração Manual Intrauterina.
Esta deve acontecer em ambiente ambulatorial ou hospitalar com sedação ou aplicação de anestesia local do colo do útero.
Uma informação importante é que,administrados antibióticos para evitar infecções à mulher.
Feito isso, após o esvaziamento da bexiga, com a paciente em posição ginecológica e por via intravaginal, a ginecologista utiliza uma seringa aspiradora que cria vácuo para remover o conteúdo uterino.
A AMIU costuma durar entre minutos e deve ser feita com o monitoramento do médico.
A seguir mostraremos o passo a passo de como é realizada a Aspiração Manual Intrauterina:
- Uma sedação leve é administrada na veia para ajudar no relaxamento da paciente;
- Um espéculo é introduzido na vagina para e expor o colo do útero, facilitando o acesso ao canal cervical;
- Uma pinça denominada Pozzi é colocada no colo do útero para garantir precisão e segurança nas etapas seguintes da AMIU;
- Dilatação do colo do útero através de instrumentos dilatadores ou medicamentos que aumentam o canal cervical, facilitando a passagem da cânula sem causar lesões;
- Introdução lenta (para evitar lesões) da cânula até alcançar a cavidade uterina;
- A seringa aspiratória é unida à cânula de forma a criar vácuo e aspirar o conteúdo uterino;
- Com suaves movimentos, o(a) ginecologista, com a seringa aspiradora, vai criando vácuo e retirando o conteúdo uterino até se certificar de que não há resíduos;
- Para evitar complicações pós-AMIU, exames clínicos e ultrassom são realizados para comprovar que o útero está de fato vazio;
- A cânula é removida e o útero passa novamente por uma avaliação e uma limpeza, de forma a concluir a AMIU com segurança.
Qual é a importância da AMIU?
Quando ocorre um aborto, é imprescindível investigar se o organismo, por si só, realizou total esvaziamento do útero.
Caso isso não tenha ocorrido, é preciso remover completamente o material restante no útero, a fim de evitar complicações futuras e preparar o sistema reprodutivo feminino para a retomada do ciclo menstrual.
A Aspiração Manual Intrauterina Pós-abortamento é um método seguro e eficiente para esvaziar o útero, minimizando riscos de infecção, hemorragias e outras complicações decorrentes de aborto espontâneo, incompleto ou gravidez molar.
A AMIU é menos agressiva do que a curetagem e, por conta disso, exige menos tempo de recuperação, provoca menos dor e tende a preservar a saúde reprodutiva da mulher.
A Aspiração Manual Intrauterina é fortemente recomendada pela Organização Mundial de Saúde, por ter eficiência e segurança comprovadas.
Destacamos que, após o procedimento de aspiração, o útero leva cerca de quatro a seis semanas para recuperar o tamanho e a forma que tinha antes da gravidez, bem como acontece com a retomada do ciclo menstrual.
Ao longo deste conteúdo, pudemos perceber que a Aspiração Manual Intrauterina por vezes se torna essencial para a saúde reprodutiva, sendo que ele não é tão invasivo e garante rápida recuperação.
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