Na entrada da vagina ficam localizadas estruturas denominadas “glândulas de Bartholin”, cuja função principal é a lubrificação vaginal. E a Bartholinite é a inflamação dessas glândulas.
A Bartholinite geralmente provoca, dentre outros sintomas, desconforto ao caminhar ou sentar, inchaço e até dor intensa, especialmente durante as relações sexuais.
Por conta de todos esses incômodos, o diagnóstico rápido e preciso da Bartholinite é fundamental para evitar outras complicações, como eliminação de pus na região íntima.
Acompanhe a leitura deste guia, amiga leitora, e fique por dentro das principais informações referentes à Bartholinite: o que é, quais são as causas, os sintomas, se ela é considerada uma IST e quais são os tratamentos.
O que é Bartholinite?
A Bartholinite é uma infecção ou inflamação das glândulas de Bartholin — espécie de “cápsulas” localizadas em ambos os lados da entrada da vagina, como mencionamos na introdução deste guia.
Aqui vale a pena “abrir um parêntesis” para explicar a diferença entre infecção e inflamação.
- Infecção: acontece quando micro-organismos, como, por exemplo, vírus, bactérias, parasitas e fungos, invadem o corpo, multiplicando-se e causando danos aos tecidos.
Alguns exemplos de infecção são: gripe, Aids e tétano.
- Inflamação: é uma resposta do corpo, provocado pelo sistema imunológico contra substâncias químicas irritantes, lesões, condições autoimunes.
Os sintomas mais comuns de inflamação são: inchaço, vermelhidão, calor e dor.
As glândulas de Bartholin são responsáveis pela produção da lubrificação vaginal durante as relações sexuais.
A Bartholinite geralmente acontece quando o canal das glândulas é bloqueado, podendo culminar no acúmulo de líquido, em infecção e no surgimento de um cisto.
Em casos mais graves, a Bartholinite pode causar dores intensas, febre e dificuldade para caminhar e sentar.
O que pode causar a Bartholinite?
As causas da Bartholinite são variadas. Geralmente ela acontece devido à obstrução dos canais das glândulas de Bartholin.
Esse entupimento impede a drenagem normal da secreção produzida por essas glândulas, podendo desencadear um acúmulo de líquido, que pode gerar um cisto o qual, por sua vez, pode se infectar.
As infecções mais comuns aqui são as bacterianas, geralmente causadas por micro-organismos que fazem parte da microbiota vaginal, como Staphylococcus aureus, Escherichia coli ou Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Traumas na região da vulva — como procedimentos médicos ou lesões durante as relações — também podem causar a Bartholinite.
Além deles, duas outras condições podem culminar na Bartholinite. São elas:
- Uso recorrente de roupas muito justas, as quais podem contribuir com o bloqueio dos ductos das glândulas de Bartholin, favorecendo o desenvolvimento de infecções e inflamações;
- Higiene íntima insatisfatória, pois isso pode facilitar a contaminação e a proliferação de bactérias intestinais na área genital.
Quais são os principais sintomas da Bartholinite?
A Bartholinite pode gerar desconforto nas relações sexuais, mas não só nelas; simples ações, como caminhar e sentar-se, também podem ser prejudicadas por essa infecção/inflamação.
Veja, a seguir, cara leitora, os principais sintomas da Bartholinite.
- Inchaço: acúmulo de líquido ou formação de cisto na região da vagina;
- Dor localizada: nas relações sexuais, em caminhadas ou enquanto estiver sentada, a mulher pode sentir dor (inclusive intensa);
- Calor e vermelhidão: sinalizam infecção ou inflamação na região afetada;
- Eliminação de pus: acontece com o rompimento do cisto, alivia a pressão na vagina, mas exige acompanhamento médico;
- Febre: ocorre em casos mais graves de Bartholinite, indicando uma infecção mais espalhada.
Como se prevenir contra a Bartholinite?
Neste tópico, amiga leitora, vamos apresentar as principais medidas de prevenção contra a Bartholinite.
- Práticas sexuais seguras: usar preservativos é essencial para a proteção contra ISTs, como clamídia e gonorreia, que são agentes causadores da Bartholinite;
- Higiene íntima adequada: lavar a genitália diariamente com água e sabonete neutro auxilia no pleno funcionamento dos canais das glândulas de Bartholin, diminuindo o risco de infecção e inflamação;
- Opção por roupas menos justas: opte por roupas íntimas de algodão e evite peças muito justas. Isso favorece a ventilação da região íntima e dificulta a proliferação de bactérias causadoras da Bartholinite;
- Menos exposição a traumas na genitália: é fundamental fazer uma higiene íntima cuidadosa, diminuindo ao máximo atritos na região genital e evitar atividades que possam causar lesões. Isso evita inflamações dos canais da glândula de Bartholin;
- Alimentação saudável e hidratação: ter uma dieta balanceada fortalece o sistema de defesa do organismo, diminuindo a vulnerabilidade a infecções que podem atacar as glândulas de Bartholin.
A esta altura da leitura, você pode estar se perguntando: “A Bartholinite é uma IST?”. E a resposta é não. A Bartholinite não é classificada como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).
Porém, como vimos, ISTs como gonorreia e clamídia podem causar infecções nas glândulas de Bartholin, culminando na Bartholinite.
Quais são os tratamentos para a Bartholinite?
Os tratamentos para a Bartholinite variam de acordo com a gravidade da infecção ou inflamação causada por ela.
Vamos conhecer, a partir de agora, cara leitora, os principais deles.
- Compressas de água morna: aplicá-las na região íntima pode aliviar dores locais, diminuir o inchaço e, de quebra, ajudar naturalmente na drenagem do cisto;
- Administração de antibiótico: caso haja infecção bacteriana na Bartholinite, o médico deve prescrever antibiótico para eliminar os agentes causadores da infecção, evitando prejuízos mais graves à paciente;
- Drenagem cirúrgica: caso o cisto seja grande e não seja drenado espontaneamente, o médico pode realizar um pequeno corte para retirar o líquido acumulado, aliviando a pressão no local;
- Marsupialização: se a Bartholinite for recorrente, uma solução é o médico criar uma abertura definitiva no canal das glândulas de Bartholin, facilitando a drenagem contínua da secreção produzida ali;
- Remoção total das glândulas de Bartholin: em casos mais graves ou infecções frequentes, pode ser necessário retirar totalmente as glândulas de Bartholin, o que deve ser feito por um especialista.
Depois de ler este guia sobre Bartholinite, cara leitora, um questionamento que pode surgir é: “como anda a minha saúde íntima?”.
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