O chip anticoncepcional é um dos métodos mais buscados por quem procura praticidade, segurança e liberdade no dia a dia.
Mas junto com o interesse, surgem várias dúvidas: é seguro? Tem hormônio? Vale a pena deixar de lado a pílula ou o DIU e começar a utilizar o chip?
Neste artigo, eu vou te explicar tudo o que você realmente precisa saber sobre o Implanon, o único chip anticoncepcional aprovado pela Anvisa. Vamos lá?
O que é chip anticoncepcional?
Quando a gente fala em chip anticoncepcional, estamos nos referindo ao Implanon, que é um bastãozinho pequeno, fino e bem flexível, com cerca de 4 cm de comprimento.
Ele é inserido logo abaixo da pele do braço, com anestesia local e tudo feito no consultório, de forma rápida e tranquila.
Quanto ao seu funcionamento, o chip libera aos pouquinhos um hormônio chamado etonogestrel, que é uma versão sintética da progesterona.
O papel dele é evitar a ovulação, ou seja, ele impede que o seu corpo libere um óvulo todo mês.
Uma coisa interessante é que esse chip não tem estrogênio, então é uma ótima alternativa para quem já teve efeitos colaterais com anticoncepcionais combinados ou precisa evitar estrogênio por questões médicas.
Ah, e ele não é um chip eletrônico, tá? Não tem bateria, não emite sinal, não “ativa” nada no corpo e nem pode ser hackeado.
É só uma forma prática e simples de liberar hormônio no dia a dia, sem depender de lembrança ou rotina.
Em resumo, o Implanon é um método hormonal discreto, de longa duração e extremamente eficaz para prevenir gravidez. Tudo isso com uma única aplicação que pode durar até 3 anos no seu corpo.
Como funciona o chip anticoncepcional?
Depois que o Implanon é colocado logo abaixo da pele do braço, ele começa a liberar aos poucos o hormônio etonogestrel no seu organismo.
E é esse hormônio que faz todo o trabalho, dia após dia, sem precisar se preocupar com alarmes, esquecimentos ou trocas.
O etonogestrel age de duas formas principais:
- A primeira é inibindo a ovulação, ou seja, ele impede que o seu ovário libere óvulos todos os meses. Sem óvulo, não tem como acontecer fecundação;
- A segunda forma é espessando o muco do colo do útero, o que dificulta a entrada e a movimentação dos espermatozoides.
Ou seja, mesmo que algum espermatozóide consiga entrar, o caminho até o óvulo fica praticamente bloqueado.
E o efeito começa rapidamente, se você coloca o chip até o 5º dia do ciclo menstrual, ele já começa a proteger contra gravidez quase de imediato.
Se for em outra fase do ciclo, a ginecologista pode indicar um método adicional nos primeiros dias, só por precaução.
Chip anticoncepcional é eficaz?
Sim, o chip anticoncepcional é um dos métodos mais eficazes que existem hoje.
A taxa de eficácia dele é superior a 99%, o que significa que, entre 1.000 mulheres que usam corretamente, menos de 1 pode engravidar em um ano.
Isso coloca o Implanon no mesmo nível de segurança dos métodos considerados “altamente confiáveis”, como o DIU, por exemplo.
Mas por que ele é tão seguro assim?
A resposta está justamente no fato de que ele não depende da sua rotina.
Você não precisa lembrar de tomar nada todo dia, nem se preocupar se esqueceu de usar um método na relação. O chip já está ali, no seu braço, liberando o hormônio continuamente.
Zero margem para erro humano.
Essa é uma das maiores vantagens em relação, por exemplo, à pílula anticoncepcional, que tem uma taxa de eficácia teoricamente alta, mas na prática acaba sendo menor por causa dos esquecimentos e irregularidades no uso.
Outro ponto que reforça essa confiança é que o Implanon é controlado e monitorado por profissionais de saúde.
Ele é colocado e retirado em consultório, então todo o processo tem acompanhamento médico, o que reduz ainda mais o risco de falhas.
Ou seja, se o seu medo é “engravidar mesmo usando anticoncepcional”, o Implanon é mesmo para você.
Quanto custa colocar chip anticoncepcional?
O valor pode variar bastante dependendo de alguns fatores, como a região onde você mora, a clínica escolhida e o profissional que realizará o procedimento.
Em geral, o custo total, que inclui o implante e a inserção, fica entre R$ 2.500 e R$ 4.000.
Normalmente, esse preço abrange:
- Consulta médica: para avaliar se o Implanon é adequado para você;
- O implante em si: o pequeno bastão que será inserido;
- Procedimento de inserção: realizado com anestesia local no consultório.
Muitas clínicas oferecem opções de parcelamento. Vale a pena perguntar diretamente na clínica ou consultório sobre as formas de pagamento disponíveis.
É possível colocar o chip pelo SUS?
O Implanon é aprovado pela Anvisa e faz parte da lista de métodos contraceptivos modernos e seguros.
Ele já é oferecido pelo SUS, mas com algumas restrições: a prioridade é para mulheres em situação de vulnerabilidade social, em algumas regiões do país e em programas específicos de saúde pública.
Ou seja, não são todas as unidades de saúde que disponibilizam, e a oferta pode variar bastante conforme a cidade ou o estado.
Além disso, nem todos os profissionais da rede pública estão habilitados a fazer a inserção, o que também limita o acesso.
Algumas UBSs e maternidades públicas oferecem o serviço mediante avaliação e encaminhamento médico.
Então, se você quer tentar pela rede pública, o ideal é conversar com o ginecologista da unidade mais próxima para entender se é possível na sua região.
Chip anticoncepcional vs pílula anticoncepcional
Se você está tentando decidir entre um ou outro, vale colocar tudo na balança com calma – e é isso que eu vou te ajudar a fazer agora.
A primeira diferença é logo no modo de uso. O chip anticoncepcional (Implanon) é colocado de forma subcutânea, dura até 3 anos e você não precisa pensar nele todos os dias.
Já a pílula exige disciplina diária e um esquecimento pode comprometer todo seu funcionamento no organismo.
Falando nisso, a taxa de eficácia do chip ultrapassa 99%. Já a pílula, embora também seja eficaz, tem uma taxa de falha maior justamente por conta dos esquecimentos.
No quesito efeitos colaterais, os dois métodos envolvem hormônios, mas o chip contém apenas etonogestrel, o que significa menos risco de trombose e outros efeitos associados ao estrogênio.
Algumas mulheres se sentem melhor com o chip justamente por isso.
Quando o assunto é TPM e cólicas, a pílula leva uma leve vantagem em alguns casos, especialmente aquelas com combinações hormonais pensadas para esse fim.
Mas, na prática, o chip também reduz cólicas e o fluxo menstrual com o tempo, só que isso varia muito de mulher para mulher.
E o desejo sexual?
Algumas pacientes relatam que a pílula interfere mais que o chip, mas isso também depende do organismo e da composição do anticoncepcional que está sendo usado.
No fim, a escolha ideal é aquela que combina com o seu estilo de vida e respeita o que o seu corpo precisa.
Chip anticoncepcional vs DIU (cobre e hormonal)
O DIU de cobre é um dispositivo em formato de T, inserido dentro do útero, sem hormônios. Ele altera o ambiente uterino, tornando-o hostil aos espermatozoides.
É indicado para quem prefere evitar qualquer interferência hormonal. A duração vai de 5 a 10 anos, dependendo do modelo.
Já o DIU hormonal (como o Mirena) libera levonorgestrel direto no útero, ajudando a reduzir o fluxo menstrual e as cólicas. Ele dura até 5 anos e também tem altíssima eficácia, mas com ação mais localizada.
E quem costuma se adaptar melhor a cada um?
- Mulheres com fluxo muito intenso e cólicas fortes geralmente preferem o DIU hormonal, que tende a aliviar esses sintomas;
- Quem não quer usar hormônios, tem histórico de trombose ou prefere métodos de longa duração sem intervenção hormonal costuma escolher o DIU de cobre;
- Já o chip anticoncepcional é ótimo para quem quer segurança sem depender da memória, tem intolerância ao estrogênio ou simplesmente prefere um método discreto, menos invasivo para ser colocado e com longa durabilidade. Além disso, ele também é eficiente no controle de cólicas, fluxos intensos e TPM.
Ou seja, cada método tem suas vantagens. O importante é conversar com a sua ginecologista para escolher o que faz mais sentido para você, agora.
Então, para quem é cada método?
Aqui está uma tabela comparativa bem clara e direta para te ajudar a entender as diferenças entre os principais métodos anticoncepcionais:
| Método | Como funciona | Duração | Tem hormônio? | Para quem é mais indicado | Quando evitar |
| Implanon (chip) | Libera etonogestrel no braço, inibe ovulação e espessa muco cervical | Até 3 anos | Sim (progesterona) | Quem quer praticidade, tem cólicas fortes, não tolera estrogênio, esquece pílula | Quem quer evitar hormônios ou tem reação ao etonogestrel |
| DIU de cobre | Libera íons de cobre no útero, criando ambiente hostil aos espermatozoides | 5 a 10 anos | Não | Quem quer método não hormonal, com longa duração e custo mais acessível | Quem tem fluxo intenso, cólicas fortes ou histórico de anemia |
| DIU hormonal (Mirena) | Libera levonorgestrel no útero, afina o endométrio e reduz ovulação | Até 5 anos | Sim (levonorgestrel) | Quem sofre com fluxo intenso, cólicas, endometriose ou prefere reduzir a menstruação | Quem tem contraindicação a hormônios ou prefere menstruar regularmente |
| Pílula anticoncepcional | Inibe ovulação por uso diário oral de estrogênio + progesterona | Uso contínuo | Sim | Quem tem rotina estável e consegue tomar diariamente | Quem tem enxaqueca com aura, risco de trombose ou dificuldade com horários fixos |
Quem pode se beneficiar do chip anticoncepcional?
Ele se encaixa muito bem na vida de várias mulheres, principalmente quando a rotina exige mais praticidade e menos preocupação com horário de pílula ou troca de métodos.
Abaixo, separei alguns perfis que costumam se dar super bem com o Implanon:
Quem tem uma rotina intensa
Trabalho puxado, filhos, casa, estudos… Se você mal tem tempo pra lembrar onde deixou o carregador do celular, é super recomendado escolher um método de longa duração e contínuo, como o Implanon;
Quem já teve falhas com a pílula
Por esquecimento, reações adversas ou má absorção por algum outro motivo, o chip resolve esse problema com uma aplicação única que dura até 3 anos;
Quem sofre com TPM e cólicas fortes
O Implanon tende a reduzir ou até eliminar a menstruação em algumas mulheres. Isso significa menos dor, menos irritação, mais conforto no dia a dia;
Quem busca mais liberdade e segurança
Viajar, dormir fora, mudar de rotina… sem preocupação. Tudo isso o chip anticoncepcional te proporciona.
Quem não pode usar estrogênio
Diferente da maioria das pílulas, o chip anticoncepcional tem apenas progesterona, o que amplia as possibilidades para quem tem contraindicações ao estrogênio.
Se você se identificou com algum desses pontos, talvez seja hora de conversar com sua ginecologista sobre o chip.
Efeitos colaterais mais comuns do chip anticoncepcional
Olha, uma das dúvidas que mais escuto no consultório é sobre os efeitos colaterais do chip anticoncepcional.
E é super importante que você saiba o que pode acontecer pra não se assustar caso sinta algo diferente nos primeiros meses.
A principal mudança costuma ser no seu ciclo. Tem mulher que simplesmente para de menstruar (e tá tudo certo com isso), e tem quem fique com sangramento de escape, aqueles borrõezinhos fora de hora.
Isso é comum no início, até seu corpo se adaptar ao hormônio.
Também pode acontecer um pouco de sensibilidade nos seios, uma leve retenção de líquido e aquela sensação de inchaço, sabe?
Nada grave, mas pode incomodar. O mais importante aqui é entender que seu corpo está se adaptando e isso leva um tempinho.
Agora, se algo estiver te atrapalhando de verdade, se sentir que tem algo estranho demais ou persistente, não tente resolver sozinha. É hora de buscar ajuda da sua gnecologista.
O que esperar da colocação e do pós-procedimento?
A colocação do Implanon é feita no consultório. Primeiro, é aplicada uma anestesia local no braço onde o chip vai ficar que, geralmente, é o esquerdo.
Não precisa se preocupar com dor, porque você vai sentir só uma leve pressão. O chip é bem pequeno, fininho, e fica logo abaixo da pele.
O procedimento todo dura menos de 10 minutos. Depois disso, você sai com um curativo e uma recomendação simples: evitar molhar ou forçar o braço nas primeiras 24 horas.
Nada de academia ou pegar peso nesse dia, combinado?
A maioria das mulheres volta à rotina normalmente já no dia seguinte.
Só deixo claro que, se o chip for colocado até o 5º dia do ciclo menstrual, a proteção contra gravidez já começa de imediato.
Se for em outro momento, a gente usa um método de apoio (como camisinha) por até 7 dias.
Um método seguro e prático que pode ser ideal para você
O chip anticoncepcional é uma excelente alternativa para quem busca mais praticidade e segurança no controle da fertilidade.
E se você ainda tem dúvidas se esse método combina com o seu corpo, sua rotina e seus planos, minha sugestão é conversar comigo aqui no consultório
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💬 WhatsApp: (11) 91879-2363
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