Tudo o que você precisa saber sobre cistos de ovário

cisto no ovário
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Dra. Aline Araújo

Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 203476 RQE 99553

Cisto no ovário é um daqueles assuntos que deixam a gente cheia de dúvidas, né? 

Se você já recebeu esse diagnóstico ou está investigando sintomas, é normal ficar com um monte de perguntas na cabeça. 

Será que é grave? Precisa operar? Tem como engravidar depois? Calma, vamos conversar sobre tudo isso.

Os cistos são bem mais comuns do que muita gente imagina e, na maioria das vezes, não representam um problema sério. 

Entender o que é um cisto, quais sintomas merecem mais cuidado e quando buscar ajuda médica faz toda diferença no tratamento do cisto no ovário.

Então, separei aqui tudo o que você precisa saber de forma simples e sem complicação. Vamos juntas entender mais sobre o cisto no ovário e como agir da forma certa?

Cisto no ovário: o que é?

Quando a gente fala em cisto no ovário, estamos falando de uma bolsinha cheia de líquido que se forma dentro ou sobre o ovário. 

Essa formação é super comum e, na maioria das vezes, acontece por alterações naturais do próprio ciclo menstrual. Ou seja, muitas mulheres têm cistos ao longo da vida e nem ficam sabendo.

O cisto funcional é o mais frequente. Ele surge durante o processo normal de ovulação, quando o folículo (que deveria liberar o óvulo) cresce mais do que deveria e acumula líquido. 

Normalmente, ele desaparece sozinho em algumas semanas, sem causar problema nenhum.

Já o cisto hemorrágico é parecido, mas acontece quando há um pequeno sangramento dentro desse folículo. 

Também costuma se resolver sem grandes complicações, mas às vezes provoca dor.

Existem ainda outros tipos, como o cisto dermoide — que é mais raro e pode ter tecidos diferentes dentro dele, como cabelo ou gordura (parece estranho, mas é real!) — e o endometrioma — que é relacionado à endometriose e costuma ser mais delicado, porque envolve tecido semelhante ao que reveste o útero.

Então, qual é a diferença entre um cisto que se resolverá sozinho e um que merece atenção? Principalmente, o tamanho, o aspecto na ultrassonografia e se ele está causando sintomas, como dor intensa ou alterações no ciclo menstrual. 

É por isso que o acompanhamento ginecológico é tão importante: para identificar que tipo de cisto você tem e decidir o que fazer com segurança.

Os sintomas mais comuns de cisto no ovário

Na maior parte das vezes, o cisto no ovário passa silencioso, você nem sente que ele está ali. Mas em alguns casos, o corpo começa a dar sinais de que algo não está indo tão bem.

O sintoma mais comum é a dor pélvica. Sabe aquela dorzinha no pé da barriga, que aparece do nada ou fica mais forte perto da menstruação? 

Pode ser o cisto se fazendo notar. Às vezes, essa dor é mais localizada de um lado só, dependendo de qual ovário está com o cisto.

Outro sinal que muita mulher percebe é o inchaço abdominal. A sensação é de estar “estufada”, mesmo sem ter exagerado na comida. Isso acontece quando o cisto cresce um pouco mais e ocupa espaço ali na pelve.

Alterações no ciclo menstrual também entram na lista. Pode ser um atraso na menstruação, um sangramento fora de hora ou fluxos mais intensos ou mais leves do que o habitual.

Em situações menos comuns, o cisto pode causar vontade frequente de fazer xixi ou desconforto durante a relação sexual. Esses sintomas aparecem quando o cisto pressiona órgãos vizinhos, como a bexiga.

E, claro, quando o cisto se rompe ou torce o ovário (o que é raro, mas pode acontecer), a dor é bem intensa e precisa de atendimento médico imediato.

Por isso, é importante escutar seu corpo. Nem toda dor ou alteração no ciclo é culpa de um cisto, mas se algo mudar no seu padrão normal, é hora de conversar com sua ginecologista.

Cisto no ovário é perigoso?

Quando a gente escuta o termo “cisto no ovário”, é normal vir aquele friozinho na barriga, né? 

Mas calma: na maioria dos casos, o cisto é benigno e desaparece sozinho, sem precisar de cirurgia ou grandes intervenções.

O que define se ele é perigoso ou não é o tipo, o tamanho e o comportamento do cisto. Cistos funcionais, que são os mais comuns, fazem parte do ciclo natural do corpo. Eles se formam e somem sozinhos, geralmente sem causar grandes problemas.

Agora, existem casos em que o cisto merece mais atenção. Se ele cresce demais, se rompe ou torce o ovário, pode causar dor forte e precisar de cirurgia. 

Outra situação que preocupa é quando o cisto tem características “suspeitas” no ultrassom, como paredes espessas, conteúdo sólido ou aumento rápido de tamanho

Nesse caso, o médico pode investigar melhor para descartar algo mais sério, como um tumor.

Cistos associados à endometriose (os famosos endometriomas) também são mais chatinhos, porque tendem a causar dor crônica e podem dificultar uma futura gravidez se não forem tratados.

Então, a resposta é: nem todo cisto é perigoso. Mas nenhum cisto deve ser ignorado.

O que muda quando o cisto no ovário acontece na gravidez?

Ter um cisto no ovário nem sempre atrapalha uma gravidez. A maioria dos cistos, principalmente os funcionais, não interfere na fertilidade e nem na evolução de uma gestação.

O que pode mudar é quando o cisto é grande, doloroso ou associado a condições como a endometriose ou a síndrome dos ovários policísticos.

Nesses casos, pode haver mais dificuldade para engravidar ou necessidade de tratamento antes da tentativa.

Durante a gestação, também é possível que um cisto seja identificado no ultrassom. A maioria é controlada apenas com acompanhamento, sem precisar mexer. 

Só em casos específicos, como risco de torção do ovário ou crescimento muito rápido, o médico pode indicar uma cirurgia segura para a mãe e para o bebê.

Em resumo: nem todo cisto impede a gravidez, mas o acompanhamento é essencial para garantir que tudo siga bem.

Quem tem cisto no ovário pode engravidar?

Sim, quem tem cisto no ovário pode engravidar. A maioria dos cistos, especialmente os funcionais, aparece e desaparece naturalmente no ciclo menstrual sem atrapalhar nada.

Mas existem situações em que o tipo de cisto ou o tamanho dele pode afetar a fertilidade.

Quando o cisto altera a ovulação, ocupa muito espaço ou está ligado a doenças como endometriose ou síndrome dos ovários policísticos, engravidar pode ser um pouco mais difícil, mas não impossível.

Então, se você descobriu um cisto e está planejando engravidar, a melhor coisa é conversar com seu médico para entender o que aquele cisto representa no seu caso.

Vamos conversar?

Em casos de cisto no ovário, o mais importante é não ignorar os sinais do seu corpo e manter o acompanhamento com sua ginecologista de confiança. 

Assim, qualquer alteração pode ser detectada cedo, e você ganha tranquilidade para tomar as melhores decisões.

Se você tem dúvidas, sente algum desconforto ou quer fazer um check-up para garantir que está tudo certo, eu estou aqui para te ajudar.

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