O Dispositivo Intrauterino, ou simplesmente DIU, é um pequeno objeto em forma de “T”, que é inserido no útero por um ginecologista para a prevenção à gravidez. No caso do DIU hormonal, ele libera pequenas quantidades de hormônio na cavidade uterina, evitando a fecundação.
Uma vez colocado no útero pelo médico, o DIU hormonal oferece proteção contraceptiva contínua por até oito anos (no caso do DIU Mirena), dispensando a necessidade de ingestão diária de pílula, por exemplo.
A eficácia do DIU hormonal é tão grande que pode ser comparada à dos métodos cirúrgicos, como laqueadura e vasectomia.
Nesse guia, vamos te explicar com detalhes o que é e como funciona o DIU hormonal, como ele se diferencia do DIU não-hormonal e quais suas principais indicações, vantagens e desvantagens.
Continue a leitura para entender tudo o que você precisa saber sobre esse tema e tomar uma decisão consciente.
O que é DIU hormonal?
O DIU hormonal é um método contraceptivo (dos mais eficazes e práticos) de longa duração que, como já dissemos na introdução, libera hormônio no útero, agindo na prevenção da gravidez.
Com a liberação contínua de progesterona no útero, no corpo da mulher passa a haver:
- Adensamento do muco cervical: cria-se uma barreira física que dificulta o trânsito de espermatozoides, impedindo que eles alcancem o óvulo para a fecundação;
- Atrofia endometrial: a ação hormonal do DIU afina a espessura interna do útero, dificultando a sobrevivência de um embrião;
- Bloqueio parcial da ovulação: em algumas mulheres, o DIU hormonal reduz ou impede a liberação de óvulos, intensificando o efeito contraceptivo do dispositivo.
O público-alvo do DIU hormonal são:
- Mulheres que buscam um método contraceptivo de longa duração, eficiente e reversível;
- Pacientes que querem se prevenir contra a gravidez sem ter de passar pelos efeitos colaterais da pílula anticoncepcional, por exemplo;
- Mulheres com fluxo menstrual intenso, cólicas muito fortes e endometriose;
- Mulheres intolerantes a contraceptivos com estrogênio.
Outra informação importante sobre o DIU hormonal é que, no Brasil, há duas principais opções comercializadas: DIU Mirena e DIU Kyleena, ambas fabricadas pela Bayer.
DIU hormonal X DIU não-hormonal: semelhanças e diferenças
Podemos apontar a primeira diferença básica entre o DIU hormonal e o não-hormonal, dizendo que o primeiro contém um hormônio chamado levonorgestrel, semelhante à progesterona que liberamos na segunda fase do ciclo menstrual.
O levonorgestrel atua localmente no útero, diminuindo o fluxo menstrual e, em alguns casos, bloqueando a menstruação na mulher.
Já o DIU não-hormonal é composto por cobre e, como o próprio nome sugere, não possui hormônios, sendo que a diferença primordial entre os dois está na alteração da menstruação.
Enquanto o DIU hormonal diminui o fluxo e as cólicas, o não-hormonal costuma intensificar esses sintomas.
Alguns DIUs não-hormonais têm em sua composição a prata, a fim de diminuir a oxidação (“enferrujamento”) do cobre no organismo.
Além disso, como algumas mulheres têm aumento de fluxo menstrual e de cólicas com o uso do DIU de cobre, a prata consegue minimizar esses efeitos indesejados.
Uma vantagem do DIU não-hormonal em relação ao hormonal é que ele pode permanecer no útero por até 10 anos.
Dos DIUs não-hormonais no mercado brasileiro, destacamos:
- DIU de cobre;
- DIU de cobre e prata;
- miniDIU de cobre;
- miniDiu de cobre e prata.
Leitura recomendada: Qual é o melhor DIU: Cobre, Prata, Kyleena ou Mirena?
Como o DIU hormonal e o não-hormonal impedem a fecundação?
O DIU hormonal, como vimos, atua liberando progesterona em pequenas doses e de forma contínua. Essa liberação torna o muco cervical mais espesso, afina o endométrio e pode inibir a ovulação.
Esses efeitos dificultam a movimentação dos espermatozoides e, de quebra, a fecundação.
Já o DIU não-hormonal, que também é introduzido no útero e é feito de cobre, libera íons que dificultam a mobilidade dos espermatozoidese, consequentemente, a fecundação.
Caso os espermatozoides consigam ultrapassar essa barreira inicial, o DIU de cobre atua dificultando o alojamento da célula-ovo no útero.
Quando o DIU hormonal é indicado?
De forma geral, o DIU hormonal é indicado para mulheres que esperam um efeito contraceptivo de longa duração, eficaz e reversível, sem o compromisso diário de tomar a pílula nem periodicamente tomar injeções.
Além da contracepção, esse tipo de DIU é recomendado a mulheres com fluxo menstrual intenso e cólicas menstruais muito doloridas, o que é bastante comum entre jovens.
Para mulheres que estão perto da menopausa, o DIU hormonal ajuda a equilibrar o ciclo menstrual e a minimizar os sintomas desse período.
O DIU hormonal é recomendado também a mulheres que passaram pela cirurgia bariátrica, pois elas têm absorção reduzida de ferro, devendo evitar, assim, sangramentos menstruais muito intensos.
Pacientes que estão no climatério também podem se beneficiar com o uso desse tipo de DIU, pois ele auxilia no equilíbrio de sangramentos irregulares.
O DIU hormonal serve ainda como método de reposição hormonal durante a pós-menopausa.
Vantagens e desvantagens do DIU hormonal
Não poderíamos finalizar este guia sem agrupar as vantagens e desvantagens do DIU hormonal. Continue por aqui, cara leitora!
Vantagens
- Longa duração da contracepção: uma vez colocado na cavidade uterina via canal vaginal, ele evita a gravidez por até cinco anos;
- 99% de proteção: a eficácia contraceptiva é equiparada à das cirurgias de laqueadura e vasectomia;
- A atuação do DIU hormonal fica restrita à área do útero, não alterando os hormônios do corpo, nem anulando completamente a ovulação, como faz a pílula anticoncepcional;
- Por ser um método contraceptivo reversível — a fertilidade é recuperada logo após a retirada do dispositivo — não compromete futuras gestações da mulher;
- Diminui o fluxo menstrual e reduz as cólicas, representando uma excelente alternativa para mulheres com sangramentos intensos, dores menstruais muito fortes e endometriose.
Desvantagens
- Diferentemente de preservativos e pílulas anticoncepcionais, que estão disponíveis em farmácias e podem ser utilizados de maneira simples e imediata, o DIU hormonal exige a intervenção da ginecologista para ser introduzido no corpo;
- Nos primeiros meses de uso, o DIU hormonal pode causar irregularidade no ciclo menstrual, como sangramentos fora de hora e dores abdominais leves, mas esses sintomas tendem a desaparecer com o tempo;
- Há relatos de efeitos hormonais indesejados, como acnes, sensibilidade nas mamas e oscilação de humor, mas esses sintomas também tendem a sumir com o tempo;
- Mulheres que usam esse tipo de DIU precisam fazer ultrassons periódicos para verificar se o dispositivo está no lugar certo;
E assim vamos concluindo mais um guia, cara leitora.
Ficou em dúvida entre o DIU hormonal e não-hormonal? Ou será que para o seu caso é melhor optar por outro método contraceptivo? Marque uma consulta comigo que certamente iremos chegar à melhor opção.
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