Provavelmente você conhece ou já viu alguém com herpes labial, não é mesmo?! Já o herpes genital não é tão aparente, uma vez que aparece na região íntima, mas ele costuma causar ainda mais desconforto que o primeiro.
Dos principais sintomas do herpes genital, destacamos:
- Feridas ou bolhas na região íntima;
- Dor ao urinar;
- Coceira e ardência na área íntima;
- Corrimento incomum;
- Fadiga.
Acompanhe a leitura deste guia, cara leitora, para entender tudo o que você precisa saber sobre herpes genital.
O que é o herpes genital?
O herpes genital é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pelo vírus Herpes simplex (HSV).
Ele se manifesta provocando feridas ou bolhas em áreas íntimas, como: vulva, vagina, ânus, coxas e nádegas.
O vírus causador do herpes genital permanece no organismo da paciente em estado latente, ou seja, inativo, podendo ser reativado em períodos de baixa imunidade e/ou estresse.
Estimativas da OMS sugerem que cerca de 846 milhões de pessoas com idade entre 15 e 49 anos estão infectados com o vírus, como mostra matéria do g1. Isso representa 1 em cada 5 pessoas dessa faixa-etária.
Quais são os principais sintomas do herpes genital?
A manifestação do herpes genital varia de pessoa para pessoa, principalmente em se tratando de intensidade e duração dos sintomas.
Quanto antes o diagnóstico for feito e o tratamento administrado, menores vão ser as complicações da infecção.
Em vista disso, é imprescindível ficar alerta aos sintomas. Os principais deles são:
- Lesões na região íntima: bolhas cheias de líquido podem aparecer na área genital, anal, nas nádegas ou na coxa e depois elas evoluem para lesões superdoloridas, que por fim viram crostas e cicatrizam;
- Dor e coceira: o herpes genital geralmente provoca dores e coceiras intensas. Formigamento e queimação nas áreas afetadas costumam aparecer antes de as lesões se manifestarem;
- Corrimento: em algumas mulheres, pode aparecer um corrimento vaginal aquoso e incomum;
- Dor e ardência ao urinar: outro sintoma provocado pelo herpes genital é a dor e a ardência ao urinar. Isso acontece porque a urina pode irritar ainda mais as lesões que ficam perto da uretra (canal por onde se elimina a urina contida na bexiga), gerando dor intensa;
- Febre baixa e mal-estar: esses sintomas são mais comuns no primeiro episódio de herpes genital e podem não se repetir nos demais;
- Dor e ardência ao evacuar: quando as lesões se manifestam perto do ânus, pode haver dor ao evacuar.
Herpes genital é grave?
O herpes genital, na maioria dos casos, não é considerado grave, embora possa afetar a saúde geral da paciente.
Isso porque, como já vimos aqui, ele pode causar dor, bolhas, ardência ao urinar e prejudicar também o bem-estar mental também.
Apesar de não ser diretamente um agente causador do câncer, pesquisas mostram que quem tem herpes genital está mais suscetível a contrair vírus oncogênicos, como o HPV, diretamente ligado ao câncer no colo do útero.
Em pacientes com imunidade baixa, as manifestações de herpes genital podem ser mais frequentes e intensas, o que exige um acompanhamento médico mais assíduo.
Herpes genital: como pega?
De antemão, vale a pena destacar que o herpes genital se espalha mais facilmente de homens para mulheres e não o contrário. Então, as mulheres estão mais suscetíveis a contraí-lo.
O contágio do herpes genital se dá principalmente via contato sexual sem proteção, seja por sexo vaginal, anal ou oral.
Outra maneira de transmitir o herpes genital é pela chamada “transmissão vertical”, que acontece da mãe para o recém-nascido durante o parto vaginal.
É importante destacar que o herpes genital pode ser transmitido mesmo se a pessoa infectada não apresentar lesões aparentes.
Outro ponto significativo é que trocar beijos ou praticar sexo oral com alguém que esteja com herpes labial ativo pode desencadear o herpes genital.
Vale lembrar que o herpes labial pode ser pego não só por meio de beijos, mas também por objetos infectados, como protetor labial, copos e utensílios que levamos à boca.
Destacamos ainda que o herpes genital é uma infecção vitalícia; uma vez contraído o vírus, para sempre ele estará no corpo da paciente — ainda que de forma latente, como já dissemos aqui.
Como prevenir o herpes genital?
As principais medidas preventivas contra o herpes genital são:
- Usar preservativo em todas as relações sexuais, sejam elas vaginais, orais ou anais;
- Diminuir o número de parceiros sexuais, já que a maioria das pessoas com o vírus desconhece a própria condição, podendo, então, infectar as(os) parceiras(os).
- Evitar o contato sexual quando o herpes (seja labial ou genital) estiver ativo;
- Não compartilhar objetos pessoais, como copo, batom, protetor labial, toalha, roupa íntima, lâminas de barbear, talheres, copos canudos.
- Evitar o sexo oral com pessoa com herpes labial ativo;
- Cuidar do sistema imunológico por meio de dieta equilibrada, sono adequado e manejo do estresse.
Qual exame detecta herpes genital?
De antemão é importante deixar claro que o diagnóstico correto do herpes genital é imprescindível para confirmar a infecção e dar início ao tratamento adequado.
De maneira geral, o diagnóstico é feito clinicamente pelo médico (ginecologista, urologista ou dermatologista), por meio de:
- Avaliação dos sintomas;
- Análise física da área íntima;
- Conhecimento do histórico da saúde sexual da paciente.
Além disso, diferentes exames laboratoriais ajudam na elaboração do diagnóstico. Confira abaixo os principais deles:
PCR
Polymerase Chain Reaction ou Reação em Cadeia da Polimerase, em português. Esse exame identifica o material genético do vírus, confirmando a presença do Herpes simplex mesmo quando sua manifestação for assintomática.
Cultura viral
Coleta direta de material da ferida ativa da paciente, sendo a amostra colocada em condições especiais para que o vírus se multiplique e facilite a diferenciação do herpes labial para o herpes genital.
Assim, fica mais fácil estabelecer o tratamento mais adequado.
Lembrando que o ideal é que o material seja coletado nos primeiros dias das lesões, quando o vírus está ativo.
Exame de sangue
Detecta anticorpos contra o vírus do herpes genital, mostrando se a pessoa teve contato com o Herpes simplex, ainda que não apresente lesões visíveis nem outros sintomas.
Existe cura para o herpes genital?
Como dissemos anteriormente, uma vez contraído o vírus do herpes genital, ou seja, após a infecção inicial, para sempre ele ficará no organismo, mais precisamente nos nervos, ainda que “adormecido”.
O herpes genital será reativado quando a paciente estiver com a imunidade baixa — decorrente especialmente de privação de sono, estresse e fadiga.
Mas, é importante lembrar, os sintomas podem ser controlados ao se cumprir o tratamento recomendado pelo médico.
O tratamento ajuda também a diminuir o risco de transmissão para outras pessoas.
Então, é imprescindível fazer o acompanhamento médico para monitorar e controlar a doença, minimizar os sintomas e diminuir, enfim, os episódios de herpes genital.
Quais são os medicamentos para o herpes genital?
Como já mencionamos aqui, o herpes genital não tem cura, mas tratamento. Ele busca reduzir e diminuir a duração dos sintomas da doença (bolhas, ardência, dor etc.).
Confira, a seguir, os principais medicamentos para tratar o herpes genital!
Antivirais
Impedem a proliferação do vírus Herpes simplex, aceleram a cicatrização das lesões causadas pelo herpes, aliviam os sintomas de forma geral e diminuem o risco de transmissão e recorrência da doença.
Quando o herpes genital se manifesta pela primeira vez, recomenda-se que o antiviral seja administrado por 7 a 10 dias. Na recorrência, esse período varia de 1 a 5 dias.
Medicamentos tópicos
Pomadas com aciclovir ou penciclovir (antivirais) ajudam a reduzir os sintomas do herpes genital, como coceira e ardência e a acelerar a cicatrização das lesões causadas pelo vírus.
Aqui é importante destacar que o uso de medicamentos tópicos — os cremes anestésicos também são recomendados, pois eles ajudam a diminuir o desconforto causado pelas lesões — é complementar ao tratamento do herpes genital, não substituindo a terapia oral.
Terapia supressiva
É indicada a pacientes que apresentam manifestações frequentes de herpes genital (pelo menos seis episódios por ano).
A terapia supressiva consiste em administrar doses diárias e mais baixas de antivirais, como aciclovir ou valaciclovir, por exemplo, a fim de evitar recorrência e diminuir os riscos de transmissão.
Esse tratamento, que deve ser seguido por orientação médica, é capaz de reduzir significativamente a quantidade e intensidade das manifestações do herpes genital, trazendo mais qualidade de vida à paciente.
Quais são as complicações do herpes genital?
Neste tópico, cara leitora, vamos apresentar as complicações que o herpes genital pode trazer:
- Transmissão para o parceiro: como já apresentamos aqui neste guia, mesmo se a pessoa infectada estiver assintomática, a transmissão do herpes genital pode acontecer;
- Inflamação do ânus ou da uretra: se as lesões do herpes genital se manifestarem perto do ânus ou da uretra, essas regiões podem ficar inflamadas;
- Infecções secundárias: lesões abertas ficam suscetíveis a outras infecções, essas causadas especialmente por bactérias, o que pode aumentar a dor causada pelo vírus;
- Meningite asséptica ou encefalite: é raro, mas o herpes genital pode afetar as membranas que revestem o cérebro e a medula, desencadeando dor de cabeça ou rigidez no pescoço;
A chamada encefalite herpética é quando o vírus atinge o cérebro, gerando febre alta, confusão mental e convulsões. Neste caso, é preciso buscar orientação médica com urgência.
- Pneumonia ou hepatite: pacientes com imunidade baixa podem desenvolver a pneumonia herpética, causada pela disseminação do herpes genital;
Essa pneumonia causa tosse, febre e falta de ar, exigindo atendimento médico imediato.
O fígado também pode sofrer com o herpes genital. Quando esse órgão é atacado, a paciente é levada à hepatite herpética, que causa dores abdominais, mal-estar e icterícia
- Prejuízo psicológico: estresse e ansiedade costumam acometer pacientes com herpes (tanto o labial quanto o genital);
Isso porque a paciente pode ficar com crise de autoestima e ter vergonha de manter relacionamentos devido à condição imposta pela doença.
Qual é a relação entre herpes genital e gravidez?
O herpes genital na gravidez exige uma atenção redobrada, pois ele pode ser transmitido ao bebê durante o parto.
Para evitar expor o recém-nascido a esse contágio, que pode avançar para o chamado “herpes neonatal” e levar o bebê inclusive à morte, muitos médicos costumam recomendar a cesariana.
Dito isso, destacamos também que a gestante tem mais risco de transmitir o herpes genital ao bebê se estiver com o vírus ativo no momento do parto.
Caso o vírus esteja inativo, isto é, sem apresentar sintomas, como feridas visíveis, a transmissão provavelmente não vai acontecer e o bebê irá nascer saudável, mesmo que de parto normal.
O risco de o recém-nascido ser contaminado aumenta quando a grávida é infectada pela primeira vez com o herpes genital durante a gravidez, especialmente no terceiro trimestre, pois não haverá tempo hábil para ela produzir anticorpos.
Além disso, há estudos que associam o herpes genital com o aumento da chance de o bebê desenvolver autismo e paralisia cerebral.
Isso porque a resposta da imunidade da futura mãe à infecção causada pelo vírus Herpes simplex atrapalha o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto.
Quais cuidados ter durante um episódio de herpes genital?
Diante de uma crise de herpes genital, é imprescindível manter a região lesionada limpa e seca, utilizando água e sabonete neutro, de forma a evitar infecções secundárias, além de:
- Usar roupas íntimas de algodão e peças mais soltas, a fim de evitar o atrito com as feridas causadas pelo herpes genital;
- Evitar coçar as lesões, pois esse ato pode espalhar o vírus para outras partes do corpo e para outras pessoas. Além disso, após tocar nas lesões, é importante lavar as mãos, evitando que o vírus afete regiões como olhos e boca.
- Ingerir bastante água — e, portanto, manter o corpo hidratado — ajuda na recuperação do corpo durante a crise;
- Privar-se de relações sexuais durante a crise e, de preferência, até a cicatrização das feridas minimiza o risco de piora das lesões e de transmissão do vírus.
Manter a saúde íntima equilibrada ajuda na prevenção e no controle do herpes genital, proporcionando um bem-estar geral à paciente.
Isso inclui buscar sempre um parecer médico. Em vista disso, convido você a marcar uma consulta comigo para tirar todas as suas dúvidas sobre herpes genital e ter um tratamento eficiente para a condição.
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