Uso de microscópio para identificação de doenças ginecológicas

microscopia de conteudo vaginal
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Dra. Aline Araújo

Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 203476 RQE 99553

Coceiras, corrimentos e odor desagradável são queixas comuns de serem ouvidas em consultórios ginecológicos. E a microscopia de conteúdo vaginal é capaz de identificar com precisão as causas por trás desses sintomas. 

Mas o que vem a ser microscopia de conteúdo vaginal?

Trata-se de um exame microscópico, simples e indolor que pode ser realizado inclusive durante a consulta ginecológica.

A grande vantagem da microscopia de conteúdo vaginal é que ela é feita com amostras coletadas do conteúdo vaginal, enriquecendo a avaliação feita pela ginecologista, que geralmente se restringe à anamnese para dar um diagnóstico. 

Com o microscópio, é possível detectar células inflamatórias, organismos causadores de doenças e outros elementos associados à infecção vaginal

A precisão microscópica proporcionada pelo exame é imprescindível para evitar diagnósticos incorretos, tratamentos equivocados, uso indevido de medicamentos e retorno rápido dos sintomas. 

Acompanhe a leitura deste guia e fique por dentro dos pontos-chave da microscopia de conteúdo vaginal. 

O que é microscopia de conteúdo vaginal?

A microscopia de conteúdo vaginal é um exame que pode ser realizado pela própria ginecologista no consultório a partir da avaliação de secreções vaginais coletadas durante a consulta. 

Com a utilização de microscópio, a médica consegue observar microrganismos, flora bacteriana, fungos e outros elementos presentes na região vaginal que podem ser a causa de desequilíbrios hormonais, infecções e outras condições que afetam a saúde da vagina

A análise desses microrganismos possibilita um diagnóstico preciso e minucioso, o que contribui com a escolha do tratamento mais adequado a cada paciente. 

Como funciona a microscopia de conteúdo vaginal?

Na consulta ginecológica, durante o exame físico feito pela médica, com uma espátula ou swab (haste tipo cotonete), ela irá retirar uma amostra do conteúdo vaginal da paciente e transferir essa secreção para uma lâmina.

Com o acréscimo de soluções específicas, como soro fisiológico ou corantes, fica mais fácil observar os elementos presentes na amostra.

E, com o auxílio do microscópio, são identificados microrganismos, leucócitos (também chamados de glóbulos brancos, são as células do sangue responsáveis pela defesa do organismo) e outros elementos responsáveis pela saúde vaginal. 

A microscopia de conteúdo vaginal é um procedimento bem prático e rápido e possibilita à ginecologista entender e analisar a saúde vaginal ainda durante a consulta

Quais doenças podem ser identificadas com a microscopia de conteúdo vaginal?

A microscopia de conteúdo vaginal auxilia na identificação de:

  • Infecções bacterianas;
  • Infecções por fungos;
  • Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Inflamações causadas por desequilíbrio hormonal e por uso de produtos inflamatórios;
  • Atrofia vaginal (afinamento e ressecamento das paredes vaginais comuns durante a menopausa).

A seguir, vamos dar nome às principais doenças que podem ser identificadas com a microscopia de conteúdo vaginal.

Vaginite

Também conhecida como vulvovaginite, é a inflamação causada na mucosa vaginal, podendo afetar também a vulva. 

As causas da vaginite podem ser várias: 

  • Infecções bacterianas, fúngicas ou virais;
  • Desequilíbrios hormonais e alergias;
  • Relações sexuais sem proteção;
  • Uso de roupas íntimas muito apertadas e feitas com material sintético;
  • Higiene íntima insuficiente ou excessiva;
  • Uso contínuo de antibiótico.

Observação: doenças como o diabetes podem deixar a paciente mais vulnerável à vaginite. 

Já o principais sintomas da vaginite são:

  • Coceira ou irritação vaginal;
  • Ardência ao urinar;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Corrimento vaginal com colorações variadas — branco, amarelo-esverdeado — e com odor forte;
  • Alteração no pH vaginal. 

Vaginose citolítica

A vaginose citolítica, também chamada de síndrome de Döderlein, é uma condição ginecológica caracterizada pelo excesso de lactobacilos (grupo de bactérias) na flora vaginal

As causas mais comuns da vaginose citolítica são:

  • Uso de roupas íntimas muito apertadas e feitas com materiais sintéticos;
  • Utilização excessiva de produtos de higiene íntima;
  • Uso contínuo de antibióticos;
  • Alterações hormonais que acontecem geralmente no ciclo menstrual, na gravidez e na menopausa;
  • Estresse;
  • Utilização de pílulas anticoncepcionais

Os sintomas da vaginose citolítica são: 

  • Coceira com piora no período menstrual; 
  • Corrimento esbranquiçado;
  • Ardência para urinar;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Queimação. 

Vaginose bacteriana

Ela é resultado do desequilíbrio da microbiota vaginal. Lembrando que microbiota é o conjunto de microrganismos que habitam diversas partes do corpo e são responsáveis por funções protetoras e sintetizadoras de diferentes órgãos, como intestino e vagina. 

Das principais causas da vaginose bacteriana, que pode ser identificada pela microscopia de conteúdo vaginal, destacamos:

  • Alterações hormonais que acontecem geralmente na gravidez e na menopausa;
  • Uso contínuo de antibióticos;
  • Utilização excessiva de duchas com pressão na vagina;
  • Múltiplos parceiros sexuais sem proteção;
  • Episódios de estresse;
  • Pós-operatório vaginal. 

Os sintomas mais comuns da vaginose bacteriana são:

  • Irritação e/ou coceira na área vaginal;
  • Corrimento vaginal de tom acinzentado ou verde-amarelado;
  • Ardência ao urinar;
  • “Odor de peixe” que aumenta após a relação sexual.  

Tricomoníase

É uma infecção genital com transmissão via relação sexual ou contato íntimo com secreções de quem está contaminado

A tricomoníase pode ser transmitida em relações homem-mulher e mulher-mulher, mas geralmente acomete mais as mulheres. 

Os agentes causadores da tricomoníase são especialmente estes:

  • ISTs;
  • Não uso de preservativo nas relações;
  • Contato com secreções vaginais e uretrais de pessoa infectada;
  • Presença de outras ISTs no organismo. Isso predispõe a pessoa a contrair a tricomoníase;
  • Higiene íntima insatisfatória;
  • Múltiplos parceiros sexuais.

Com relação aos principais sintomas da tricomoníase, destacamos estes:

  • Corrimento amarelo-esverdeado;
  • Dor ao urinar e durante as relações sexuais;
  • Ardência e coceira na região vaginal;
  • Inchaço na área vaginal;
  • Vermelhidão na vagina;
  • Irritação vaginal.

Todo consultório ginecológico oferece a microscopia de conteúdo vaginal?

Não! Nem todo consultório ginecológico dispõe desse tipo de tecnologia. 

Além disso, a realização do exame de microscopia de conteúdo vaginal exige capacitação técnica do profissional de saúde que fará o exame. 

Médicos, biomédicos, farmacêuticos bioquímicos e enfermeiros obstetras ou ginecológicos podem realizar esse exame. 

Com ele, os diagnósticos deixam de ser baseados apenas nas queixas das pacientes e passam a ser mais precisos e rápidos. 

No meu consultório, você tem acesso a microscopia, garantindo um diagnóstico moderno e preciso. Marque uma consulta: 

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