Hábitos que parecem inofensivos à saúde íntima feminina, como usar com frequência o protetor diário, lavar calcinha no banheiro e fazer duchas vaginais, podem causar desconfortos, infecções e prejudicar as relações sexuais.
Acompanhe a leitura deste guia, cara leitora, e conheça 7 práticas que você deve evitar para garantir uma saúde íntima feminina plena!
Lavar a calcinha no banheiro
Pode ser que você, por questões de praticidade em meio ao dia a dia tão corrido, costume lavar sua calcinha durante o banho.
Essa prática não é totalmente contraindicada, desde que a lavagem seja feita com sabonete neutro (os de glicerina são uma boa opção) ou sabão desenvolvido para tal fim, pois produtos fortes e muito perfumados podem desencadear processos alérgicos.
Além disso, é sobretudo a etapa da secagem que merece uma atenção especial.
Caso a calcinha fique secando no box ou em qualquer outra parte do banheiro, ela estará sujeita à proliferação de fungos e bactérias, podendo levar a paciente a desenvolver infecções como a candidíase e a vaginose bacteriana.
Ela causa ardência, vermelhidão, coceira e corrimento.
O ideal é que, após lavar a calcinha, ela seja pendurada no varal e, depois de seca, seja passada com ferro na região do forro.
Em situações extraordinárias, como em uma viagem, usar o secador de cabelo para secar a calcinha é uma boa alternativa.
Por fim, três outras recomendações referentes ao uso da calcinha, de forma que ela contribua para a saúde íntima feminina, são:
- Optar pelos modelos 100% algodão;
- Não utilizar amaciante para lavar a calcinha;
- Dormir sem calcinha.
Usar sabonetes irritantes
É importante introduzir este tópico dizendo que o pH da vagina é ácido — entre 3,8 e 4,5.
Lembrando que “pH” é a sigla de “potencial de hidrogênio”, que indica se uma solução química é ácida, neutra ou básica. Essa indicação é feita por valores numéricos.
Voltando à acidez da vagina, é ela que previne a região íntima contra a proliferação de agentes causadores de infecções, como fungos e bactérias.
Então, se o sabonete utilizado para higiene íntima tiver um pH muito diferente do pH natural, a microbiota da região — responsável pela proteção — pode sofrer prejuízos, desencadeando coceira, irritação e proliferação de micro-organismos nocivos.
Isso tudo prejudica sua saúde íntima.
Usar protetor diário sempre
O ideal é que os protetores diários sejam usados ao fim da menstruação, quando o fluxo está menos intenso.
Nesse momento, o protetor protege contra vazamentos de sangue que acabam manchando as roupas.
Além disso, em casos isolados de corrimento mais intenso ou viagens longas, o protetor diário é até bem-vindo.
Porém, quando usado exageradamente, ele abafa a região íntima, aumentando a umidade e o calor local.
Essa condição favorece a proliferação de fungos e bactérias, causando infecções, irritações e mau cheiro.
As bactérias que atacam a região íntima geralmente são anaeróbicas, isto é, não precisam de oxigenação para proliferar, então, quando mais ventilada estiver a área íntima, mais esterilizada ela estará. E mais beneficiada será a saúde íntima feminina.
Fazer depilação agressiva
Muitas mulheres gostam de deixar a virilha (e a região íntima como um todo) com “zero pelo”, pois consideram mais higiênico e mais bonito.
Porém elas ignoram (ou desconhecem) que os pelos da área íntima contribuem com a autodefesa da vulva.
Ao menos, perto da região da uretra (canal por onde se elimina a urina contida na bexiga) e dos orifícios vaginal e perianal (no entorno do ânus), os pelos devem ser mantidos, a fim de garantir a proteção natural da região.
Além de eliminar os pelos, verdadeiros agentes de proteção da vagina, depilações agressivas podem causar microfissuras na região íntima, facilitando a entrada de micro-organismos nocivos à saúde íntima feminina.
Fazer ducha vaginal
Aparentemente a ducha vaginal é usada para garantir a higiene íntima, mas, além de não exercer essa função higiênica, ela ainda prejudica a flora natural de proteção, alterando o pH da região.
Assim como a depilação agressiva, a ducha vaginal pode causar mini fissuras na área íntima, deixando-a mais suscetível a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), irritações e mau cheiro.
Preparar e usar receitas caseiras
Colocar alho no canal vaginal e lavar a região íntima com vinagre são práticas que podem parecer absurdas, mas acontecem com mais frequência do que se imagina.
Basta acessar o perfil de ginecologistas nas redes sociais para assistir a relatos de pacientes que chegaram aos consultórios justamente por terem aplicado na área íntima esses ingredientes.
Em vez de melhorar os quadros de infecção genital, essas “receitinhas caseiras” costumam agravá-los.
A candidíase, por exemplo, responde bem ao tratamento com medicamento antifúngico, não havendo nenhuma prova científica que valide a eficácia do vinagre e do alho para tratar esse mal.
É importante destacar que as receitas caseiras geralmente causam irritação na mucosa vaginal e alteram o pH da região.
Não fazer xixi após a relação sexual
Após o sexo vaginal, é indispensável urinar — mesmo que o preservativo tenha sido usado.
Isso porque, para o sexo pela vagina, as mulheres liberam uma lubrificação natural que, após a relação, fica “passeando” próximo à uretra.
Esse “passeio” promove uma verdadeira colonização de bactérias na região da uretra, que é o canal de eliminação da urina contida na bexiga.
Ao fazer xixi, a mulher elimina as bactérias do canal da uretra, evitando que elas cheguem até a bexiga.
Isso diminui o risco de infecção urinária e contribui para uma saúde íntima feminina plena.
Conclusão sobre os cuidados com a saúde íntima feminina
Vimos, ao longo deste guia, que hábitos errados podem prejudicar (e muito!) a saúde íntima feminina.
Substituir essas práticas por outras saudáveis já é o primeiro passo. Além disso, consultar com regularidade uma ginecologista capacitada é indispensável para manter a saúde íntima feminina em dia.
Marque uma consulta comigo para uma avaliação aprofundada, que certamente irá contribuir com o seu bem-estar geral.
📍 Av. Desembargador Moreira, 760 – Sala 1102 - Meireles – Fortaleza/CE📍 Rua Vilela, 665 – 8º andar - Tatuapé – São Paulo/SP
💬 WhatsApp: (11) 91879-2363


