Você já conhece o exame DNA HPV? Trata-se de um teste de biologia molecular que identifica a presença do material genético (DNA) do papilomavírus humano (HPV) em amostras de células coletadas do colo do útero.
E qual é a grande vantagem de fazer esse exame?
A principal vantagem do DNA HPV é que ele consegue detectar o risco de câncer de colo do útero precocemente, identificando a presença do vírus no corpo da mulher antes mesmo de surgirem alterações celulares comumente mapeadas em exames mais tradicionais.
Tendo em vista que o HPV, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), é o responsável pela maioria dos casos de câncer de colo do útero e que a prevenção é a melhor escolha, vale a pena dedicar alguns minutos à leitura deste guia, cara leitora!
HPV: definição e formas de contágio
HPV é a sigla para papilomavírus humano, como já mencionamos aqui. Ele é um vírus altamente contagioso, que infecta a pele e as mucosas principalmente da região genital, anal e bucal.
O HPV é considerado uma IST, já que é transmitido especialmente pelo contato íntimo, mesmo não havendo penetração e de mãe para filho durante o parto.
Existem mais de 200 tipos de HPV, sendo que alguns causam verrugas genitais enquanto outros podem levar a quadros mais graves, como o câncer de colo do útero.
A prevenção mais eficaz contra os principais subtipos de HPV é a vacina quadrivalente, oferecida pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Essa faixa etária geralmente ainda não foi exposta ao vírus.
A vacina também está disponível na rede particular em sua versão nonavalente e, nesse caso, pode ser feita em homens e mulheres de até 45 anos.
DNA HPV: tudo o que você precisa saber sobre esse exame
O teste de biologia molecular DNA HPV é um avanço e tanto para a saúde da mulher.
Isso porque ele é capaz de identificar 14 tipos de HPV, detectando a presença do vírus no corpo antes mesmo de ocorrerem lesões ou câncer em estágio inicial.
O DNA HPV foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz.
O exame vem para substituir o Papanicolau, que agora passa a ser realizado caso o teste DNA HPV dê positivo.
O DNA HPV pode ser indicado pela(o) ginecologista a pacientes a partir de 25 anos (até 64 anos) com vida sexual ativa. E, se o resultado for negativo, o exame deve ser repetido somente depois do prazo de cinco anos.
Em alguns casos, o DNA HPV pode ser aplicado junto com o Papanicolau. Caso este último acuse alterações celulares, o teste de DNA HPV ajuda a definir se elas foram causadas por um tipo de HPV de alto risco, por exemplo, isso facilita a definição do tratamento a seguir.
Quando o DNA HPV é indicado?
O DNA HPV é um exame preventivo para o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres.
Desde março de 2024, o exame de DNA HPV vem sendo incorporado na área da saúde pública para fazer o rastreio primário do câncer de colo do útero em mulheres entre 25 e 64 anos.
O objetivo é que o DNA HPV substitua o Papanicolau como primeiro teste de rastreamento desse tipo de câncer.
Outra indicação do DNA HPV é para acompanhar, após tratamento de lesões iniciais de câncer, se a infecção por HPV desapareceu.
Dessa forma, é possível identificar precocemente uma persistência ou reincidência do HPV no organismo e realizar um acompanhamento médico mais seguro e dirigido.
Como o exame é feito?
O teste de DNA HPV é feito de forma simples e rápida, na maioria das vezes, em consultório durante a avaliação ginecológica de rotina.
De forma muito semelhante ao exame preventivo tradicional, a ginecologista, usando uma escovinha ou espátula, coleta uma amostra de células do colo do útero.
O conteúdo coletado é colocado em uma solução conservante própria e enviado ao laboratório.
Lá, com técnicas de biologia molecular, é analisada a presença de material genético do vírus HPV, especialmente os subtipos de alto risco.
Normalmente o procedimento de coleta é rápido, pode causar um leve desconforto, mas dores mais agudas não costumam ocorrer.
DNA HPV vs Papanicolau
Tanto o DNA HPV quanto o Papanicolau são exames feitos a partir da coleta de células do colo do útero, durante a avaliação ginecológica de rotina feita em consultório.
A grande diferença entre os dois exames é que, enquanto o Papanicolau observa alterações celulares no microscópio, o DNA HPV analisa a presença do material genético do vírus antes que as alterações celulares sejam visíveis no Papanicolau.
O índice de falhas do DNA HPV é muito menor do que o do Papanicolau. Esse é outro detalhe importante que deve ser levado em conta.
Por apresentar resultados mais aprofundados, o intervalo entre os testes de DNA HPV é de cinco anos. Já o Papanicolau, após dois resultados anuais normais, deve ser repetido a cada três anos.
E depois do resultado do DNA HPV, o que fazer?
Se o resultado do DNA HPV for negativo, é sinal de que não foi detectado HPV de alto risco na amostra coletada.
Nesse caso, o risco de lesões é baixíssimo, possibilitando que o rastreamento seja feito nos intervalos de cinco anos.
Caso o resultado seja positivo, ele indica a presença de HPV de alto risco no organismo, o que não significa câncer, mas exige um acompanhamento mais aprofundado para verificar possíveis alterações no colo do útero.
Dependendo do resultado apresentado pelo DNA HPV e da idade da paciente, pode ser necessário repetir o exame, fazer Papanicolau para complementar e/ou realizar colposcopia para uma análise mais detalhada.
Marque uma consulta comigo para conversarmos e já fazermos o teste de DNA HPV. Afinal, quanto antes for detectado o vírus, maiores são as chances de cura.
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