Você já sentiu ardência ao urinar, dor pélvica e necessidade constante de fazer xixi? Esses sintomas podem estar por trás de uma cistite, uretrite ou pielonefrite — nomes dos três principais tipos de infecção urinária.
Ao longo deste guia, cara leitora, iremos explicar as diferenças entre esses tipos de infecção urinária e as principais formas de prevenção.
Desde já é importante lembrar que nenhum tipo de infecção urinária pode ser negligenciado. Caso contrário, ela pode evoluir para quadros mais graves, inclusive a sepse.
O que é infecção urinária?
Antes de conhecer as principais diferenças entre os três tipos de infecção urinária, vale a pena entender o conceito dessa condição.
A infecção urinária, também conhecida como Infecção do Trato Urinário (ITU), ocorre quando micro-organismos, especialmente bactérias, atacam o sistema urinário, que engloba:
- Rins;
- Ureteres (que ligam os rins à bexiga);
- Bexiga;
- Uretra (responsável por levar a urina da bexiga para fora do corpo).
Quando há a presença de um agente infeccioso no sistema urinário, alguns sintomas aparecem no corpo, como: ardência ao urinar, cólicas e aumento da frequência urinária.
Vale lembrar que a infecção urinária acomete mais as mulheres do que os homens, devido à proximidade da vagina com o ânus e à uretra feminina ser mais curta.
Essa proximidade facilita a migração de bactérias da região anal para a uretra, podendo infectar a região.
Outros fatores deixam as mulheres mais suscetíveis à infecção urinária, como:
- Higiene inadequada antes e após a relação;
- Diabetes;
- Cálculos renais;
- Alterações hormonais.
Agora sim, cara leitora, vamos conhecer as principais diferenças entre os três tipos de infecção urinária. Acompanhe a leitura dos próximos tópicos!
Cistite, uretrite e pielonefrite: quais as diferenças entre esses tipos de infecção urinária?
A infecção urinária pode se manifestar de diferentes formas, sendo a cistite, na bexiga, a mais comum e geralmente a menos grave.
Levando em conta o nível de gravidade, depois vem a infecção que afeta a uretra, chamada de uretrite.
Por fim, quando a infecção atinge os rins, o quadro se torna mais grave e recebe o nome de pielonefrite.
Antes de apresentar as diferenças entre esses três tipos de infecção urinária, destacamos que a bactéria mais comum de causar essas infecções é a Escherichia coli, geralmente encontrada no sistema gastrointestinal.
Ao se deslocar para a uretra ou bexiga, ela pode causar infecção urinária.
Apesar de ser mais raro, a infecção urinária também pode ser causada por fungos, vírus ou parasitas.
Dito isso, vamos conhecer, a partir de agora, as principais diferenças entre os três tipos de infecção urinária que estamos abordando aqui: cistite, uretrite e pielonefrite.
Cistite
A cistite é a infecção urinária causada principalmente pela entrada da bactéria Escherichia coli na bexiga. Como o habitat natural dessa bactéria geralmente é o intestino, quando ela migra para o sistema urinário, gera a infecção.
Além desse agente causador, mulheres com vida sexual ativa estão mais suscetíveis a desenvolver a cistite, pois o atrito das relações facilita a entrada de bactérias pela uretra até atingir a bexiga.
Os principais sintomas da cistite são:
- Ardência e/ou dor ao urinar;
- Mesmo com a bexiga relativamente vazia, vontade frequente de urinar;
- Urina com cheiro forte e, em alguns casos, com sangue;
- Dor na região pélvica;
- Em alguns casos, febre baixa.
E os tratamentos para a cistite. Quais são? Confira abaixo!
- Antibióticos prescritos pelo médico de acordo com a bactéria causadora da cistite;
- Analgésicos dos canais urinários para aliviar a dor e ardência ao urinar;
- Antitérmicos para aliviar a febre caso ela apareça.
É importante destacar que mulheres que não seguirem à risca o tratamento da cistite podem se tornar mais vulneráveis a episódios de cistite por repetição, que ocorrem em média três vezes ao ano.
Para finalizar este tópico, apresentamos abaixo uma sequência de medidas simples capazes de prevenir a cistite:
- Aumentar a ingestão de água ao longo do dia;
- Urinar após as relações sexuais;
- Não cometer excessos na higiene íntima;
- Evitar segurar o xixi por muito tempo;
- Preferir roupas íntimas de algodão;
- Em quadro de cistite, seguir criteriosamente o tratamento prescrito pelo médico;
- Manter o controle de doenças tipo diabetes.
Uretrite
Como já mencionamos aqui, a uretra é o canal por onde se elimina o xixi contido na bexiga. E a uretrite é justamente o tipo de infecção urinária que afeta esse canal.
Há dois tipos comuns de uretrite:
- Uretrite gonocócica: é causada por uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), mais precisamente pela bactéria Neisseria gonorrhoeae (da gonorreia) e transmitida principalmente por relações sexuais desprotegidas.
- Uretrite não gonocócica: é causada por outros micro-organismos, como vírus e bactérias, bem como por lesões ou traumas na região.
Com relação aos sintomas provocados pela uretrite, destacamos:
- Ardência e dor ao urinar;
- Vontade frequente de fazer xixi;
- Coceira;
- Presença de secreção incomum, geralmente de cor amarelada ou esbranquiçada;
- Em casos mais raros, pode haver sangramento na urina;
- Em ocorrências ainda mais incomuns, pode ocorrer febre.
O tratamento da uretrite vai depender do agente causador da infecção e deve ser indicado por um médico após avaliação clínica e exames específicos.
Os principais tratamentos são:
- Administração de antibióticos adequados, respeitando dose, tempo de uso e orientação médica para evitar complicações;
- Se a uretrite estiver associada ao HPV, as verrugas genitais precisam ser eliminadas e deve haver um acompanhamento médico mais de perto;
- Quando o agente causador for um vírus, deve ser usado um antiviral, considerando o tipo de infecção e a resposta clínica da paciente;
- Na uretrite gonocócica (causada por uma IST), há um detalhe extra no tratamento: o parceiro sexual da paciente também precisa receber tratamento, mesmo na ausência de sintomas, a fim de evitar reinfecção.
E para se prevenir contra a uretrite, o que é preciso fazer? Acompanhe abaixo, amiga leitora:
- Usar preservativo em todas as relações;
- Tratar com o máximo de critério qualquer infecção urinária;
- Fazer a higiene íntima sem excessos e de forma adequada;
- Seguir orientações médicas ao apresentar sintomas do trato urinário;
- Evitar vários parceiros sexuais sem proteção.
Agora que já estamos mais informados sobre causas, sintomas, tratamentos e prevenções da uretrite — um dos tipos de infecção urinária —, vamos partir para a última parte do guia, que irá aprofundar a pielonefrite.
Pielonefrite
A pielonefrite é a infecção urinária mais grave. Geralmente ela começa na uretra ou na bexiga e se espalha pelos ureteres (canais que ligam os rins à bexiga) até atingir um ou os dois rins.
Uma vez diagnosticada, a pielonefrite exige ação médica imediata, pois, não sendo tratada de forma correta, pode se espalhar pela corrente sanguínea, provocando sepse, que pode levar à morte.
Os principais causadores de pielonefrite são:
- Infecções urinárias não tratadas;
- Pedra nos rins;
- Refluxo vesicoureteral (quando o xixi volta da bexiga para os ureteres e rins);
- Diabetes;
- Cirurgia no sistema urinário ou uso de cateter.
Sintomas comuns de pielonefrite:
- Febre alta — superior a 39 ºC;
- Dor lombar;
- Calafrios;
- Náuseas e vômitos;
- Dor ao fazer xixi;
- Urina com mau cheiro;
- Mal-estar generalizado e, em alguns casos, confusão mental.
Os tratamentos para a pielonefrite podem necessitar de internação médica e, geralmente, exigem o uso de remédios, como:
- Anti-inflamatórios para diminuir a dor na lombar (e em outras partes do corpo);
- Antitérmicos para baixar a febre;
- Antibióticos, que irão eliminar as bactérias causadoras da infecção.
Há maneiras de prevenir a pielonefrite? Sim! Confira abaixo:
- Tratar infecções urinárias quando elas estiverem em estágio inicial;
- Consumir a quantidade ideal de água por dia (multiplicar o peso por 35 ml);
- Manter a higiene íntima sem excessos e de forma correta;
- Controlar doenças que aumentam o risco de infecção urinária, como diabetes.
Depois de conhecer os tipos de infecção urinária, os respectivos sintomas, agentes causadores, tratamentos e as medidas de prevenção, vamos chegando ao fim de mais um guia.
Pelo conteúdo abordado, deu para notar que nenhum dos tipos de infecção urinária pode ser negligenciado. Do contrário, ela pode evoluir para um quadro grave.
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