Especial Verão: como prevenir a candidíase mesmo passando o dia na praia com biquíni molhado

biquíni molhado
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Dra. Aline Araújo

Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 203476 RQE 99553

Sabemos que a candidíase é uma infecção causada pelo excesso de fungos naturais, geralmente a Candida albicans, resultando de um desequilíbrio da microbiota vaginal. E ficar o dia todo com biquíni molhado, hábito comum no verão, cria um ambiente propício para essa proliferação fúngica

Ciente disso, você pode se perguntar: “mas, nas férias, eu costumo passar o dia inteiro na praia com o biquíni molhado; há algo que eu possa fazer para evitar a candidíase?”. 

A resposta é “sim”. 

Acompanhe a leitura deste guia para aprender a evitar a candidíase e manter a saúde íntima em equilíbrio mesmo estando na praia (e com o biquíni molhado).

Fiquei o dia todo na praia com biquíni molhado; o que devo fazer assim que chegar em casa? 

Se até a letra da música —  “trocando de biquíni sem parar” —  é cantada por aí erroneamente, (afinal, o correto é “tocando B.B. King sem parar”), na praia, esse troca-troca faz menos sentido ainda, não é mesmo?

Imagine, depois de cada mergulho no mar, ficar trocando de biquíni? Inviável! 

Então, em um dia de verão na praia, é comum passarmos longos períodos com o mesmo biquíni molhado. 

E a umidade associada ao calor provocado pelo contato direto e prolongado com o biquíni molhado causa um ambiente muito propício à proliferação do fungo causador da candidíase e de bactérias e vírus

O primeiro passo para combater a proliferação da Candida albicans é, assim que chegar em casa depois de um dia de praia, tirar o biquíni molhado. 

Isso reduz a umidade mantida por horas na região íntima. 

Em seguida, tome um banho com água fresca e seque bem a região íntima. Esse simples cuidado já evita o desequilíbrio da microbiota vaginal, minimizando o risco de proliferação dos fungos causadores da candidíase. 

Posso utilizar duchas vaginais para prevenir a candidíase?

Não. Para evitar que a candidíase se desenvolva, é imprescindível que a microbiota vaginal esteja equilibrada.

As duchas íntimas prejudicam — quando não destroem — a flora vaginal, causando desequilíbrio nos fungos e bactérias saudáveis presentes naturalmente na vagina, aumentando, assim, as chances de proliferação dos fungos responsáveis pela candidíase.

É importante destacar que a vagina possui seus próprios recursos de autolimpeza, dispensando a necessidade ser irrigada com uma ducha. 

Veja, abaixo, os principais prejuízos trazidos pela ducha vaginal, especialmente depois de passar um dia inteiro na praia com biquíni molhado. 

  • Altera o pH vaginal, favorecendo a multiplicação não só de fungos, mas de bactérias e vírus também; 
  • Aumenta o risco de corrimentos;
  • Pode causar irritação e ardência na região íntima;
  • Propicia infecções por diminuir a proteção natural da vagina. 

Como devo higienizar a região íntima?

Para manter o pH vaginal equilibrado e preservar a flora protegida contra fungos, mesmo após passar um dia na praia com biquíni molhado, é importante higienizar somente a parte externa da região genital

Essa higienização deve ser feita com água morna (fugindo de temperaturas muito altas), sabonete neutro e sem fragrância, evitando as duchas íntimas, como mostramos no tópico anterior. 

Além disso, buchas e esponjas não devem ser utilizadas na higiene íntima, pois elas podem gerar atritos desnecessários e, como consequência, desequilíbrio da microbiota local. 

Após o banho, é fundamental secar bem a região íntima com toalha macia e limpa, evitando a presença da umidade que contribui com a proliferação dos fungos causadores da candidíase. 

Outra medida importante é evitar usar sabonetes íntimos e talcos perfumados, desodorantes vaginais, bem como papel higiênico e absorventes aromatizados, pois esses itens podem causar reações alérgicas e provocar infecções. 

É importante lembrar que, no período menstrual, o ideal é fazer a higiene íntima a cada troca de absorvente, evitando usar lenços umedecidos e duchas vaginais. 

Devo dormir com ou sem calcinha?

Durante a rotina, já é recomendado dormir sem calcinha. Após um dia inteiro na praia e com o biquíni molhado, para proteger a região íntima contra a candidíase, a necessidade de dormir sem calcinha passa a ser redobrada. 

Isso permite que a área genital respire, diminuindo a umidade e o calor locais, o que ajuda a prevenir a proliferação de fungos e bactérias.

Ou seja, a ventilação noturna ajuda a região íntima a se recuperar da umidade e do calor alterados do dia

Caso dormir sem calcinha possa lhe trazer algum desconforto, opte por calcinhas de algodão e pijamas mais leves e folgados que permitam a ventilação na região íntima. 

Vale destacar que tecidos sintéticos (como lycra, microfibra e elastano) e justos tendem a acumular suor, propiciando um ambiente favorável à proliferação de microrganismos. 

Além disso, a falta de ventilação provocada por esses tecidos contribui com o surgimento de irritações, vermelhidão e coceira e aumenta a possibilidade de infecções. 

Enquanto não estiver na praia, há alguma medida preventiva para combater a candidíase?

A seguir, cara leitora, você confere algumas práticas que podem contribuir com a prevenção da candidíase nos momentos em que estiver fora da praia. 

  • Usar calcinha de algodão é vital para manter a região íntima devidamente ventilada e saudável, compensando o abafamento gerado pelo biquíni molhado;
  • Evitar roupas justas, como calça jeans superapertada e meia-calça, pois essas peças “sufocam” a região íntima, tornando-a mais suscetível à candidíase;
  • Manter uma boa hidratação para equilibrar a flora vaginal e a saúde integral do corpo;
  • Seguir uma dieta saudável, dando prioridade a frutas, fibras e alimentos probióticos (coalhada, queijo branco, pão de fermentação natural, por exemplo);

Esses probióticos podem aumentar o nível de “bactérias boas” no organismo, ajudando a prevenir a candidíase. 

  • Não usar lenços umedecidos, pois, apesar de práticos, eles podem causar irritação ou alergia na parte íntima, favorecendo a multiplicação de fungos e bactérias ali;
  • Fugir de protetores diários, porque eles aumentam o calor e a umidade na região íntima, também facilitando a proliferação de fungos e bactérias. 

Com essas dicas, vamos finalizando mais um guia, amiga leitora. 

Agora que você conhece os riscos que o biquíni molhado traz para a saúde íntima, certamente ficará mais atenta e precavida, não é mesmo? 

Saiba que, durante as férias de verão, se surgir alguma dúvida ou algum problema ginecológico, pode contar comigo, pois, por meio de uma consulta on-line, a gente conversa e consegue chegar ao tratamento mais adequado ao seu caso. Marque um horário comigo

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