A ferritina é uma proteína essencial para a vida. Ela funciona como um verdadeiro “estoque” de ferro no organismo — um nutriente indispensável para a produção de energia, transporte de oxigênio e bom funcionamento do cérebro e dos músculos.
Durante a gestação, essa importância se multiplica. Afinal, o corpo da mulher passa a sustentar não apenas a si mesma, mas também o desenvolvimento de um novo ser humano. Por isso, a ferritina baixa na gravidez merece atenção especial.
Se você está grávida ou se preparando para engravidar, entender o papel da ferritina é um passo importante para garantir uma gestação mais segura e saudável.
Ao longo deste artigo, você vai descobrir por que manter bons níveis dessa proteína é fundamental, quais são os riscos da ferritina baixa e como tratar o problema de forma adequada.
O que é ferritina?
É muito comum ouvirmos falar sobre a importância do ferro no organismo. Mas o que muitas pessoas não sabem é que a ferritina está diretamente relacionada a esse mineral.
A ferritina é uma proteína produzida principalmente pelo fígado e armazenada nas células do corpo. Sua principal função é guardar o ferro e liberá-lo conforme a necessidade do organismo.
Isso significa que ela age como uma reserva estratégica. Quando o corpo precisa produzir hemoglobina — a proteína responsável por transportar oxigênio pelo sangue — a ferritina libera o ferro necessário. Além disso, ela também protege as células contra os efeitos tóxicos do ferro livre em excesso.
A maior parte da ferritina está presente no fígado, no baço e na medula óssea. No entanto, uma pequena quantidade circula no sangue — e é justamente essa fração que pode ser medida por meio de exames laboratoriais.
Por isso, o exame de ferritina é um dos principais indicadores das reservas de ferro no corpo, ajudando a identificar tanto a deficiência quanto o excesso desse nutriente.
Por que a ferritina é tão importante na gravidez?
Durante a gestação, a necessidade de ferro aumenta de forma significativa. Isso acontece por alguns motivos importantes:
- O volume de sangue da gestante aumenta consideravelmente;
- O bebê precisa de ferro para formar seus órgãos e tecidos;
- A placenta também demanda esse nutriente para seu desenvolvimento adequado.
Diante desse cenário, a ferritina torna-se peça-chave para garantir que haja ferro suficiente circulando no organismo materno para atender às necessidades da mãe e do bebê.
De forma geral, considera-se que o nível ideal de ferritina durante a gravidez deve estar acima de 30 ng/mL (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo disso indicam estoques reduzidos e risco aumentado para anemia ferropriva.
Na mãe, esse equilíbrio previne a chamada anemia ferropriva, que pode causar, além de fadiga, complicações no parto.
Já no feto, taxas adequadas de ferritina atuam diretamente no desenvolvimento cognitivo e motor do bebê, inclusive no longo prazo, impactando o aprendizado e o comportamento futuros.
A ferritina baixa na gravidez pode trazer prejuízos graves tanto para a gestante quanto para o feto, como: parto prematuro e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.
No próximo tópico, iremos aprofundar essas questões. Continue acompanhando a leitura!
Ferritina baixa na gravidez: quais são os riscos?
A ferritina baixa na gravidez é uma situação relativamente comum. Isso ocorre porque o corpo da mulher passa por grandes transformações e precisa produzir mais sangue para sustentar a gestação.
Com essa maior demanda, os estoques de ferro podem diminuir rapidamente — especialmente se a ingestão alimentar não for suficiente.
Além disso, o bebê utiliza o ferro materno para seu crescimento e desenvolvimento, o que também contribui para a redução das reservas ao longo dos meses.
Quando a ferritina está baixa, o risco de anemia ferropriva aumenta. E a anemia na gravidez não deve ser negligenciada.
Riscos para a gestante
A ferritina baixa pode causar:
- Anemia com fraqueza intensa e cansaço persistente;
- Tonturas e maior risco de desmaios;
- Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
- Queda de cabelo;
- Baixa imunidade;
- Maior propensão a complicações no parto;
- Maior risco de desenvolver hipertensão gestacional.
Muitas vezes, sintomas como cansaço excessivo são atribuídos apenas à gestação, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, o acompanhamento pré-natal é essencial.
Riscos para o bebê
Os impactos da ferritina baixa na gravidez também podem atingir diretamente o desenvolvimento fetal. Entre os principais riscos estão:
- Parto prematuro;
- Baixo peso ao nascer;
- Comprometimento do desenvolvimento cerebral;
- Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
- Maior risco de abortamento.
Estudos mostram que níveis inadequados de ferro durante a gestação podem influenciar o desenvolvimento cognitivo da criança a longo prazo, impactando aprendizagem e comportamento futuros.
O que fazer para tratar a ferritina baixa na gravidez?
Como vimos no tópico anterior, a ferritina baixa na gravidez é um evento comum.
Por conta disso, o ideal é, ainda antes da gestação, fazer suplementação com ácido fólico nos meses anteriores à concepção.
Isso porque o ácido fólico ajuda a produzir glóbulos vermelhos, que auxilia na prevenção da anemia e na preparação do corpo materno para a gestação.
Além disso, o ácido fólico age em conjunto com o ferro na formação do sangue, contribuindo com o estoque durante a gravidez.
Também durante a gestação, é fundamental manter uma alimentação balanceada e rica em ferro; assim, é possível garantir níveis seguros de ferritina ao longo desse período.
Na dieta da grávida, não podem faltar alimentos, como:
- Carnes vermelhas;
- Aves e peixes;
- Vegetais verde-escuros;
- Oleaginosas e sementes, como castanhas e sementes de abóboras;
- Feijão.
Quando o cardápio da gestante não for suficiente para repor o ferro, o que é comum de acontecer, é preciso fazer uma suplementação de ferro individualizada, podendo ser necessária inclusive uma medicação intravenosa.
É importante lembrar que a automedicação, especialmente na gravidez, deve ser evitada, pois níveis excessivos de ferro podem ser muito prejudiciais à gestante e ao feto.
O tratamento inicial da ferritina baixa na gravidez é com administração do ferro oral, que deve ser tomado em jejum ou com suco cítrico, porque a vitamina C ajuda na absorção do ferro.
Aliado a uma dieta balanceada, o ferro oral é a primeira opção para combater a anemia (de leve a moderada) nas gestantes.
Já a aplicação intravenosa do ferro é indicada para casos de anemia moderada a grave em gestantes e de falha no tratamento com ferro oral principalmente.
O acompanhamento pré-natal é o momento ideal para monitorar os níveis de ferritina e prevenir complicações.
Com exames periódicos, é possível identificar precocemente a queda dos estoques de ferro e iniciar o tratamento adequado antes que a anemia se instale ou se agrave.
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