Sintomas como irritabilidade, ondas de calor, insônia e ressecamento podem ser comuns durante a menopausa, mas não devem ser normalizados.
Para aliviar esses sintomas, que podem ser muito incômodos, a reposição hormonal pode ser necessária.
Mas será que a reposição hormonal é recomendada a todas as mulheres que estão passando pela menopausa? Como é feita essa reposição? Qual a importância dela?
Acompanhe a leitura deste guia e fique por dentro dessas (e de outras) questões tão significativas para essa fase tão transformadora.
Recapitulando o conceito e os sintomas da menopausa
A menopausa é a interrupção natural dos ciclos menstruais da mulher devido à queda dos hormônios produzidos pelos ovários. Esse fenômeno geralmente ocorre entre 45 e 55 anos.
Ou seja, a menopausa corresponde ao término definitivo do período menstrual iniciado lá na puberdade e, como consequência, ela encerra também a vida fértil da mulher.
Uma dúvida que pode surgir é “como eu posso ter certeza de que estou na menopausa”?
Para a Medicina, a menopausa é confirmada a partir de três caminhos principais:
- Após 12 meses sem a ocorrência de uma nova menstruação;
- Com a presença dos sintomas-chave da menopausa, como ciclos menstruais irregulares, ondas de calor, alterações no sono e no humor, ressecamento vaginal;
- Por meio de exames hormonais, com FSH muito elevado e Estradiol baixo.
O FSH — Hormônio Folículo-Estimulante — é produzido pela glândula hipófise, localizada no cérebro. O FSH é um dos responsáveis por regular o sistema reprodutivo feminino.
Já o Estradiol é o principal hormônio feminino produzido pelos ovários e ele regula o ciclo menstrual, mantém a saúde da pele, dos ossos, dos órgãos reprodutores, bem como estabiliza o humor.
E os sintomas da menopausa, quais são? Os principais deles você confere abaixo!
- Ondas de calor e os fogachos (súbito calor intenso que geralmente começa no rosto e no peito e depois se espalha por todo o corpo);
- Suor noturno;
- Queda da libido;
- Ressecamento vaginal;
- Oscilações de humor, incluindo melancolia (e até depressão) e distúrbio de ansiedade;
- Insônia;
- Menstruação irregular (até encerrar completamente);
- Ganho de peso;
- Pele e cabelo mais secos;
- Dor nas articulações;
- Dificuldade de concentração e de memorização;
- Diminuição da massa óssea — osteopenia ou osteoporose.
Será que toda mulher deve fazer reposição hormonal na menopausa?
A menopausa é marcada pela queda significativa dos níveis hormonais femininos — especialmente do estrogênio —, desencadeando os sintomas mencionados no tópico anterior.
Quando esses sintomas prejudicam consideravelmente o bem-estar físico e emocional, o sono, o humor e a qualidade de vida geral da mulher, a reposição hormonal na menopausa é indicada.
Essa reposição engloba a administração de estrogênio isolado ou combinado com progestagênio e, em alguns casos, testosterona, em doses e terapias diferentes, conforme as necessidades individuais das pacientes, levando em conta:
- Histórico clínico dessas pacientes;
- Intensidade dos sintomas;
- Riscos individuais;
- Estilo de vida.
Nesse sentido, mulheres que apresentam, por exemplo, fogachos intensos e recorrentes, osteoporose e depressão podem ser muito beneficiadas com a reposição hormonal na menopausa.
Por outro lado, mulheres com as seguintes condições não devem fazer (ou devem evitar) a reposição:
- Câncer de mama ou do endométrio;
- Doenças hepáticas;
- Trombose;
- Sangramentos vaginais com causa desconhecida;
- Hipersensibilidade aos hormônios usados nas terapias.
Essas mulheres devem ser encaminhadas a outras opções de tratamento.
Além disso, mulheres hipertensas, obesas e com riscos metabólicos e cardiovasculares não são impedidas de fazer a reposição hormonal na menopausa, mas o método dessa reposição deve ser preferencialmente o transdérmico.
Nele a aplicação do hormônio se dá pela pele, em forma de gel. Essa preferência evita grandes interferências no metabolismo da paciente.
Como é feita a reposição hormonal na menopausa?
A reposição hormonal na menopausa tem como “protagonista” o estradiol — já mencionado aqui.
Porém, dependendo do caso da paciente, pode ser recomendada também reposição de progesterona e testosterona.
Esses três hormônios podem ser administrados via comprimido oral, gel ou adesivo.
Vamos entender como se dá a reposição hormonal na menopausa a partir de cada um desses hormônios?
Estradiol
O estradiol é o principal hormônio da reposição e o estrogênio mais importante produzido pelos ovários durante a vida reprodutiva da mulher.
O estradiol da reposição hormonal na menopausa é produzido em laboratório e é chamado de “bioidêntico”, justamente por ser igual ao estradiol natural do corpo.
Ele repõe o hormônio que cai durante a menopausa, aliviando ondas de calor, ressecamento vaginal, oscilações de humor e insônia.
Além disso, o estradiol contribui para a melhora da disposição física e da massa óssea.
A aplicação do estradiol pode acontecer via oral, através de comprimidos ou transdérmica, por meio de adesivos, sprays e géis.
A forma transdérmica geralmente é considerada mais segura, pois apresenta menor risco de trombose, mas a via de aplicação e a dosagem variam de paciente para paciente e devem ser definidas pela ginecologista.
Com relação a géis, sprays e adesivos, a aplicação de cada um deles possui alguns detalhes. Confira!
- Géis: são aplicados diretamente na pele (na região das coxas, dos ombros ou braços), possuem absorção rápida e apresentam menos impacto no fígado em relação aos comprimidos;
- Sprays: aplicados geralmente no antebraço e geram menos impacto no fígado também;
- Adesivos: liberam estradiol continuamente por 3 a 7 dias, não devem ser colados no rosto nem nas mamas e são ideais para quem se esquece de tomar comprimidos.
Progestágeno
A reposição hormonal na menopausa para mulheres com útero deve ser feita com uma combinação de estradiol e progestágeno (hormônio que protege o útero, diminuindo o risco de câncer do endométrio).
As formas de uso do progestágeno são:
- Comprimidos;
- Cápsulas vaginais;
- DIU hormonal;
- Esquema cíclico, que imita o padrão hormonal no período pré-menopausa.
A opção por um desses métodos depende do histórico da paciente e da preferência dela.
O progestágeno pode ser usado ininterruptamente ou em ciclos mensais para simular o padrão natural da mulher.
A melhor opção deve ser sugerida pela ginecologista, de acordo com sintomas apresentados pela paciente, bem como a tolerância ao hormônio.
Testosterona
A testosterona é indicada quando há perda considerável da libido, fadiga e falta de vitalidade.
A prescrição da testosterona na reposição hormonal na menopausa geralmente é combinada com estrogênio e progesterona.
A testosterona é associada a esses dois hormônios, pois seu efeito é complementar, de forma a equilibrar bem-estar físico e sexual durante a reposição.
A testosterona deve ser usada em doses superbaixas, geralmente em gel, a fim de manter os níveis hormonais desse hormônio em condições normais para as mulheres e, ao mesmo tempo, evitar efeitos masculinizantes, como pelos, acne e oleosidade na pele, por exemplo.
Qual a importância da reposição hormonal na menopausa?
Para finalizar este guia, vamos apresentar, de forma sucinta, os principais benefícios trazidos pela reposição hormonal na menopausa.
- Alivia as ondas de calor e os suores noturnos;
- Diminui o ressecamento vaginal e melhora a saúde sexual como um todo;
- Reduz dores articulares;
- Aumenta a disposição;
- Melhora o sono, estabiliza o humor e traz mais qualidade de vida;
- Ajuda a preservar massa óssea, prevenindo a osteoporose e a osteopenia;
- Impacta a saúde mental, minimizando a irritabilidade.
Se você acompanhou a leitura deste guia até o fim, pôde perceber o quanto a reposição hormonal na menopausa pode fazer toda a diferença. Por isso, convido você a marcar uma consulta comigo para escolhermos a melhor alternativa para o seu caso particular.
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