Especial Verão: 5 dicas para manter a saúde íntima mesmo na praia

saúde íntima na praia
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Dra. Aline Araújo

Ginecologista e Obstetra
CRM-SP 203476 RQE 99553

“Pé na areia, água de coco, beira do mar”. A letra da música reflete o cenário ideal para curtirmos o verão, não é mesmo?! Mas é importante saber que, quando estamos na praia, a saúde íntima exige cuidados especiais

O calor e a umidade intensos, fora o contato com a água salgada do mar e com a areia, podem desequilibrar o pH da área íntima, contribuindo para o surgimento de infecção urinária, candidíase, vaginose bacteriana, foliculite etc. 

Além disso, a exposição prolongada a roupas de banho úmidas, somando ao calor, facilitam a proliferação de fungos e bactérias na região íntima

Pensando nesses riscos, preparamos este guia exclusivo para você, amiga leitora. 

Acompanhe a leitura e fique por dentro de 6 dicas valiosas para você aproveitar a praia com a saúde íntima em dia. 

Evitar ficar com biquíni molhado por muito tempo

Bactérias e fungos “fazem a festa” no ambiente quente e abafado criado pela umidade prolongada do biquíni, o que provoca um desequilíbrio da flora vaginal

Dessa forma, a defesa natural da região íntima fica prejudicada e vulnerável a infecções, como:

  • Candidíase: proliferação de fungos que pode ser estimulada por calor e umidade;
  • Infecção urinária: irritação da região íntima e entrada de bactérias oportunistas após longa exposição à umidade do biquíni;  
  • Vaginose bacteriana: o abafamento prolongado da área íntima dentro do biquíni pode desencadear o desequilíbrio da microbiota vaginal, gerado pelo domínio de bactérias ruins, provocando mau cheiro, corrimento incomum e ardência;
  • Dermatite: aqui pode haver vermelhidão, coceira e hipersensibilidade;
  • Foliculite: inflamação do folículo (estrutura onde desponta o pelo), que é muito comum após a combinação “depilação + umidade”. 

Deu para perceber que ficar na praia por muito tempo com biquíni molhado pode prejudicar, e muito, a saúde íntima, não é mesmo? 

E como evitar todos esses prejuízos?

  • Levar uma muda extra de roupa (seca) para a praia e, sempre que possível, substituir o biquíni molhado por uma dessas peças. A saúde íntima agradece!
  • Secar bem a região íntima antes de vestir a peça de roupa seca;
  • Optar por biquínis ou maiôs com tecido que seque mais rápido;
  • Depois do banho de mar, vestir roupas leves, 100% algodão e arejadas;
  • Evitar fazer depilação às vésperas de ir para a praia;
  • Diante de qualquer alteração na área íntima, procure ajuda médica para evitar infecções. 

Utilizar calcinha de algodão

A calcinha 100% algodão permite maior ventilação e absorve melhor a umidade na região íntima

Por isso, essa peça é fundamental para a manutenção da saúde íntima mesmo nos períodos em que estivermos na praia curtindo o verão. 

Além de ser 100% algodão, o ideal é que a calcinha seja branca ou clara, de forma que fique mais fácil observar corrimentos com coloração incomum, por exemplo. 

Outro ponto importante diz respeito ao uso de absorventes diários; eles devem ser evitados, pois, especialmente em dias quentes de praia, eles favorecem a proliferação de fungos, bactérias e irritações. 

Abaixo, você confere os principais prejuízos que o uso de calcinha muito apertada e/ou de tecido sintético pode trazer à saúde íntima: 

  • Gera mais abafamento e umidade, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias;
  • Aumenta o risco de candidíase e vaginose bacteriana;
  • Dificulta a ventilação da pele na área íntima, atrapalhando a recuperação de irritações;
  • Pode acentuar odores e desconforto íntimo no dia a dia;
  • Em dias de verão na praia, absorve mais suor e areia, podendo desencadear irritações locais, prejudicando, assim, a saúde íntima como um todo. 

Dormir sem calcinha

Dormir sem calcinha deveria se tornar um hábito permanente na vida de toda mulher. 

Isso porque, no nosso dia a dia, costumamos usar roupas justas, como leggings e calças jeans, o que abafa a região íntima, facilitando o desenvolvimento de infecções, como a — já mencionada aqui — candidíase. 

Ao dormir sem calcinha, permitimos que a pele da região da vagina respire, reduzindo a umidade e, consequentemente, prevenindo irritações e proliferações de fungos

Essa umidade torna-se ainda maior depois de um dia na praia, então, dormir sem calcinha em períodos assim traz ainda mais benefícios à saúde íntima. 

Mas, quando formos dormir sem calcinha, é importante tomar alguns cuidados, como:

  • Trocar com frequência a roupa de cama e o pijama, mantendo-os sempre limpos, a fim de evitar o contato direto da região íntima com bactérias, por exemplo;
  • Manter a higiene íntima em dia;
  • Em casos de incontinência urinária, corrimentos ativos e não tratados ou para quem está usando absorvente noturno no período menstrual, não é recomendado dormir sem calcinha. 

Trocar o absorvente com mais frequência durante a menstruação

O ideal é, dependendo do fluxo menstrual, trocar o absorvente a cada 3 horas (fluxo brando) e 2 horas (fluxo intenso). 

Essa troca evita o acúmulo de sangue, calor e umidade, diminuindo o risco de proliferação de bactérias, especialmente em dias quentes de praia. A saúde íntima agradece! 

A troca mais frequente de absorvente durante o período menstrual também previne mau cheiro, irritações na pele da região, que fica mais limpa, protegida e com umidade equilibrada sob o calor intenso do verão. 

Ao passar muitas horas com o mesmo absorvente, corre-se o risco de:

  • Favorecer a proliferação de fungos e bactérias, podendo causar candidíase e vaginose bacteriana;
  • Desenvolver assadura na vulva e mau cheiro, devido ao acúmulo de sangue e umidade;
  • Aumentar o risco de vazamentos, causando desconforto e constrangimento;
  • Desenvolver dermatite por contato prolongado com o absorvente úmido. 

Não compartilhar toalhas nem itens de higiene

Outra maneira de manter a saúde íntima equilibrada mesmo em dias de praia é não compartilhando toalhas nem itens de higiene. 

Ao compartilhar toalhas, aumenta-se o risco de contato com microorganismos — como fungos e bactérias — que podem causar irritações, principalmente quando a pele está mais sensível após ter estado no mar, na areia e ter suado mais nesse ambiente. 

Itens de higiene também não devem ser compartilhados, porque podem desencadear o desequilíbrio da flora vaginal, tornando a região íntima mais suscetível a irritações e infecções. 

Por isso, se você vai passar alguns dias em uma casa na praia com amigos ou familiares, leve seu próprio sabonete em uma necessaire junto a sua escova de dentes e outros itens de higiene pessoal. 

Viu como é simples cuidar da saúde íntima na praia?

Se você acompanhou a leitura deste guia até aqui, amiga leitora, pôde notar que é possível (e simples até!) cuidar da saúde íntima mesmo durante as férias na praia. 

Pequenos cuidados diários podem evitar incômodos, garantindo o bem-estar da região íntima e do corpo de forma integral.

Caso você perceba alguma anormalidade na saúde íntima durante as férias, saiba que, por meio da consulta on-line, estarei à disposição para tirar as suas dúvidas e indicar o melhor tratamento. 

Agende seu horário comigo e vamos conversar. Aguardo você! 

📍 Av. Desembargador Moreira, 760 – Sala 1102 - Meireles – Fortaleza/CE
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💬 WhatsApp: (11) 91879-2363

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